Golpistas começam a privatização dos Correios

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O governo golpista parece ter ingressado oficialmente na campanha para privatizar os Correios. A julgar pela campanha que a imprensa golpista, a começar pela rede Globo, está fazendo, é possível dizer que o governo e a direção da empresa nunca estiveram tão decididos a privatizar.

No último dia 28, o telejornal matutino da rede Globo dedicou mais de 10 minutos de sua programação para atacar os Correios. Com o cinismo que é típico dessa imprensa inimiga dos trabalhadores, a Globo fingia se preocupar com o que chamava de “péssimas condições da empresa”. Denunciava tudo, mas o objetivo principal das denúncias eram os “cargos políticos na empresa”.

O que significa na linguagem da Globo os “cargos políticos”? Significa privatização, como esclareceu na própria reportagem o presidente golpista da ECT, Guilherme Campos, e declarações de Gilberto Kassab, ministro das Comunicações, ambos do PSD. Um golpe para enganar os trouxas: uma corja de políticos corruptos deram um golpe e fazem a campanha contra os políticos para usar de pretexto para privatizar. Deram o golpe no governo e agora querem dar um golpe nos 120 mil trabalhadores dos Correios.

Uma série de medidas estão sendo colocadas em prática pela direção da empresa. Anunciaram o fechamento de pelo menos 250 agências em todo o País, anunciaram que abrirão um Pleno de Demissões Voluntárias (PDV) para esvaziar ainda mais o já muito deficitário quadro de funcionários. Isso sem contar os ataques contra os trabalhadores que já vêm se arrastando há muito tempo como a destruição do plano de saúde, o excesso de trabalho, a terceirização.

Durante os quatro mandatos de governo do PT muitas medidas parciais no sentido da privatização da empresa foram tomadas. Essas medidas, impulsionadas pela direita que nunca deixou totalmente a direção dos Correios, não foram suficientes para transformar de vez os Correios em uma empresa privada. O golpe cumpre o seu papel: privatizar tudo e desferir um ataque brutal aos trabalhadores.

Caso a privatização dos Correios seja vitoriosa, essa será a maior traição dos sindicalistas que há muito tempo vêm sendo cúmplices com cada uma das medidas que a direção da empresa impõe. Cada vez que os patrões da empresa lançavam uma medida contra os trabalhadores, os sindicalistas pelegos tratavam de frear a luta da categoria. A mando da empresa, o PCdoB dividiu a organização dos trabalhadores para facilitar a política da empresa. Os sindicalistas do PT não combateram a divisão da categoria, pelo contrário, agiram para aprofundar a divisão para favorecer os patrões. Já a dita oposição, formada pelo PSTU, Intersindical e sindicalistas do Sintect-MG, foram os maiores cúmplices da bandalheira que tomou conta do movimento sindical dos Correios. Essa “oposição” entregaram a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) de volta para os sindicalistas patronais do PT, traindo o movimento de oposição de base que havia se formado e estava derrotando os pelegos.

Para impedir a privatização dos Correios, será preciso em primeiro lugar derrotar os golpistas que tomaram de assalto a empresa e o governo. É preciso organizar comitês de luta contra o golpe e contra a privatização da empresa, mobilizando e organizando uma enorme greve geral da categoria em conjunto com as demais categorias que vão para as ruas neste dia 31 e vão parar no próximo dia 28 de abril.

 

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