Privatização das universidades: “ou paga ou sai da Escola”

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“O Brasil não pode ficar de fora do mundo real”, essa é a justificativa da Secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, que defendeu entusiasticamente a cobrança de mensalidades nas universidades federais e institutos federais, o que abre caminho para a plena privatização do Ensino superior no Brasil.

A expressão popular “quanto mais eu rezo mais assombração me aparece” serve para ilustrar o que os golpistas estão promovendo no País. São constantes ataques à população.

Reforma do Ensino Médio, PEC que congela investimentos durante 20 anos, reforma da Previdência que na prática acaba com as aposentarias no País, terceirização que dá fim à CLT, antigo sonho dos patrões. Escola sem partido, fim dos sindicatos, é para isso que o golpe foi dado, implementar políticas que no antigo governo não poderiam ser viabilizadas.    

Como a lei de terceirização, que ficou fora da pauta por 20 anos, herança do governo Fernando Henrique Cardoso que só não foi implementada à época pela impopularidade do governo, a necessidade de cobrança de mensalidade nas universidades federais também foi fortemente defendida na época de FHC, de 1995 a 2002, período em que Maria Helena ocupou a presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

O assunto ficou fora da pauta nacional por 13 anos, durante os governos do PT, momento em que as Universidades e Institutos Federais, em razão do Reuni, experimentaram o maior crescimento da história.

Estamos acompanhado o maior ataque às condições de vida imposto aos trabalhadores na história. A única maneira de frear as medidas dos golpistas e o movimento operário é se colocar em marcha sem ceder um centímetro do que foi conquistado com a luta.

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