Congresso golpista quer aprovar terceirização que aprofunda a superexploração das mulheres

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A direita golpista tomou o poder com um projeto bem montado. Estão tentando construir no Brasil o mundo ideal do neoliberalismo. Aspectos fundamentais são as relações de trabalho, os direitos trabalhistas etc. 

Estão cercando os trabalhadores de modo que não haja saída que não seja se submeter ao trabalho precário, sem garantias ou direitos trabalhistas, com baixos salários, jornada extensas de trabalho; sem categorias de trabalhadores unificados em sindicatos fortes que possam buscar seus direitos, inclusive por meio de greve e outros meios de luta. Por exemplo, se por um lado existe um plano específico para destruir a CLT (envolvendo a jornada de trabalho, férias, licença maternidade etc.), por outro há o projeto da terceirização e trabalho temporário.

Em abril de 2015 em meio a muitos protestos de trabalhadores, a Câmara dos Deputados aprovou o PL 4330, da terceirização. Há mais de 10 anos empresários tentavam aprovar projetos semelhantes, sem sucesso. Agora, a ofensiva da direita golpista possibilitou a aprovação. O projeto seguiu para o Senado. Hoje a Câmara onde pode aprovar a terceirização (terça-feira, 22 de março de 2017).

As mulheres estão no centro desse processo e a situação é gravíssima. Hoje já existe o trabalho terceirizado em áreas secundárias e um dos principais objetivos dos empresários é a legalização da terceirização da atividade-fim. As maiores empresas de terceirização se dedicam aos serviços, tipo de trabalho majoritariamente desenvolvido por mulheres, como telemarketing e limpeza. Estima-se que atualmente haja no país 12 milhões de trabalhadores terceirizados, na maioria mulheres.

Os terceirizados ganham menos e trabalham mais, com menos direitos. Muitas vezes não têm assegurado vale-transporte e vale-alimentação. O que dificulta ainda mais a vida da mulher, levada à exaustão, com o acúmulo de funções; jornadas extremas de trabalho fora de casa aliadas ao trabalho doméstico.

Isso serve aos golpistas, aos capitalistas, exploradores em vários aspectos. Sem creches e outros serviços públicos, recebendo salários miseráveis, em péssimas condições de trabalho, com ampla jornada e sem direitos, fica simplesmente inviável o trabalho fora de casa para as mulheres. Nesse sentido, a generalização da terceirização serve também ao propósito da direita, a manutenção das mulheres no lar, dedicadas à maternidade, substituindo o Estado nas funções do cuidado e no máximo com realizando bicos ou algum tipo de trabalho informal.

A luta contra a terceirização se alia à luta contra o golpe e o plano dos golpistas para as mulheres. Tudo isso é parte fundamental da luta das mulheres contra o capital.

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