“Supercorte” dos golpistas colocam ajustes fiscais de Dilma no chinelo

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Se voltarmos um pouco no tempo lembraremos da esquerda pequeno burguesa defendendo a campanha contra o PT, fazendo coro com a imprensa burguesa contra Dilma e o “ajuste fiscal” elaborado por seu governo em meio a crise econômica.

Um desses partidos de esquerda que auxiliou o golpe foi o PSTU, que ainda nega o golpe sob a alegação de que, “Um “golpe” é uma medida de força de um setor da classe dominante e que sempre atinge em primeiro lugar os trabalhadores e os explorados. Não foi isso que aconteceu no caso da queda do governo Dilma.” esse trecho faz parte do texto “Fim de um ciclo: O PT e o impeachment de Dilma”, disponível no sítio do próprio partido.

Hoje temos mais que claro que a queda do governo de Dilma foi um golpe e que está atingindo em primeiro lugar os trabalhadores e explorados, exemplos não faltam, é a reforma do ensino médio, a PL da terceirização que será votada nessa terça-feira dia 21, a reforma da previdência que eliminará a aposentadoria de todos os trabalhadores, e o corte de gastos do governo golpista de Michel Temer, congelando investimentos em saúde e educação durante 20 anos, e a repressão cada vez maior nas ruas das cidades brasileiras.

No começo da semana tivemos outra notícia veiculada pelo jornal burguês O Estado de S. Paulo que prova mais uma vez que o interesse dos golpistas é colocar os trabalhadores brasileiros na escravidão: por exigência do Tribunal de Contas da União (TCU), o governo deverá ser obrigado a anunciar um “supercorte” inicial do Orçamento. Os números ainda preliminares apontam que os cortes serão na faixa entre R$ 60 bilhões e R$ 65 bilhões. Ou seja, o estrago será muito maior do que o já anunciado, e o golpe mostra para o que realmente veio, deixar todo o país e os trabalhadores na miséria.

A esquerda pequeno burguesa que antes afirmava que “Dilma colocou Joaquim Levy no Ministério da Fazenda e aplicou medidas contra aposentadorias, abonos sociais, seguro-desemprego, diminuição de salários, cortes no crédito e nos orçamentos da saúde, educação e obras públicas, e aumentou os combustíveis e a tarifa de luz.” ainda hoje batem a cabeça contra a parede e ignoram o golpe, assumindo assim sua parcela de culpa em todos os ataques golpistas contra os trabalhadores.

Pela ignorância política da esquerda pequeno burguesa brasileira, que foi apoiadora do golpe quando a imprensa capitalista derrubava o governo do PT, hoje possui um pedaço da responsabilidade pela Reforma da Previdência, da CLT, do conservadorismo e de todos os “supercortes” impostos pelos golpistas, medidas essas que fazem todos os ajustes de Dilma parecerem brincadeira de criança.

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