Redução da jornada para 35 horas: um programa contra o desemprego

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Essa é a segunda parte da série da editoria de “Para entender melhor” que aborda o programa político do Partido da Causa Operária (PCO). Dessa vez, vamos tratar sobre a reivindicação da diminuição da jornada de trabalho para 35 horas semanais.

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Esse ponto do programa do PCO é em primeiro lugar uma proposta para combater o desemprego gerado pelas demissões dos trabalhadores. Para criar de maneira imediata milhões de novos empregos, financiados com os lucros produzidos pelos trabalhadores e apropriados individualmente pelos patrões é preciso reduzir a semana de trabalho para 35 horas, sem redução nos salários, em todos os ramos da produção.

A fórmula é simples: trabalhar menos para que todos trabalhem.

As demissões em massa são um confisco dos meios de subsistência de uma parcela da força de trabalho. Isso se dá acirrando a concorrência no interior da classe operária, aumentando a exploração. As demissões são uma chantagem dos patrões contra os trabalhadores, jogando os demitidos contra os empregados, essa situação é uma arma contra a luta da classe operária.

É preciso fazer com que o ônus da crise recaia sobre as costas dos capitalistas. A única proposta séria contra o desemprego é a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário. O emprego existente deve ser repartido entre todos os membros da classe trabalhadora.

A proposta da redução da jornada deve vir junto a outra reivindicação essencial para a classe operária: a escala móvel de horas de trabalho que significa repartir o trabalho existente entre todos os trabalhadores.

A luta contra o desemprego é a luta pela sobrevivência da classe trabalhadora. Ela não pode ser levada adiante através de um acordo com os patrões, muito menos contando com a benevolência do governo e do regime político burguês.

No momento atual de crise, é uma questão de sobrevivência a luta pela diminuição da jornada de trabalho. A burguesia está colocando em prática uma política de demissões em massa, para fazer com que a crise recaia totalmente sobre os trabalhadores. Esse é o plano dos golpistas que tomaram conta do País. É preciso opor a essa política uma defesa dos empregos, que una os trabalhadores empregados aos desempregados, ocupando as fábricas e exigindo que todos trabalhem.

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