O mal do Brasil não é a impunidade, é o colonialismo

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Eliane Catanhêde é uma dessas colunistas que colocam em prática uma espécie de jornalismo capanga da imprensa golpista. É contratada para defender ou atacar com violência, de acordo com os interesses mais espúrios da direita pró-imperialista.

Em sua coluna do Estadão do último domingo, dia 19, a jornalista “leão de chácara” pinta um quadro tenebroso sobre a situação atual do Brasil para depois afirmar que “a pior doença brasileira” é a impunidade. Segundo ela, uma das apoiadoras mais agressivas do golpe de estado no País, tanto nas suas colunas para os jornais impressos como nas aparições nos programas de jornalismo da rede Globo, quando tudo parece que vai melhorar, vem uma notícia ruim. Desta vez, a má notícia foi a denúncia da Lava Jato contra os frigoríficos nacionais.

A declaração de Catanhêde é de um cinismo típico da direita golpista. Foi justamente a política da direita que levou o País à instabilidade política e à crise econômica. Agora, a jornalista capanga chora a crise que ela mesma ajudou a fazer.

Mas além do cinismo, a declaração de Catanhêde traz a perfídia que também é típica da direita. O quadro de crise pintado por ela serve como pretexto para pedir mais repressão, mais supressão dos diretos democráticos, por que a única coisa que salva no País é a santificada operação Lava Jato: “nunca antes na história deste País tanto descalabro foi exposto à sociedade, tanta gente foi desmascarada por instituições antes passivas e hoje na linha de frente da reconstrução nacional”, diz ela saudando a política de caça às bruxas e o regime de exceção promovido pelo Judiciário brasileiro.

A coluna termina com uma frase de efeito que revela o que está no fundo de toda a campanha golpista: “implodir para construir.” Esse é o objetivo da direita golpista. Colocar abaixo o País tanto do ponto de vista político e das instituições estatais como do ponto de vista econômico. No lugar, a direita, ou melhor dizendo, o imperialismo construirá uma nova colônia para parasitar o povo.

Catanhêde trabalha para o imperialismo, a imprensa brasileira é um departamento de propaganda dos capitalistas norte-americanos e europeus. O caso dos frigoríficos escancarou esse fato. Os jornais golpistas que se dizem brasileiros começaram uma propaganda negativa das empresas brasileiras de alimentos, com notícias tão falsas quanto exageradas. Que a indústria, nacional ou estrangeira, é um antro de exploração a todo o custo do povo, disso não temos dúvida. Mas é preciso ter claro que a campanha articulada entre Lava Jato e imprensa golpista é uma operação descarada de destruição da economia nacional em benefício da indústria estrangeira. Nada mais do que isso.

A pior doença brasileira não é a impunidade, mesmo porque enquanto houver capitalismo e principalmente enquanto houver órgãos de imprensa, jornalistas, juízes e políticos capachos do imperialismo a impunidade apenas vai aumentar. Eles são a doença do País, esses agentes do colonialismo, servis aos interesses do imperialismo.

 

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