Estudantes discutem luta contra privatização da USP nessa terça-feira

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Nessa próxima terça-feira, 21, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de São Paulo (USP) convocou uma assembleia geral dos estudantes. A pauta será a seguinte: discussão sobre os ataques a Universidade, a questão do “Fora, Zago” e a aprovação de mais um calendário de mobilizações estudantis.

Com o retorno as aulas, a situação na USP começou a mudar. Durante as férias o reitor golpista Marco Antonio Zago tentou despejar o Sindicato dos Trabalhadores da USP cercando-o de grades e expedindo ordens de despejo. Até o espaço estudantil da Escola de Comunicação e Artes (ECA) foi cercado de grades nessa tentativa. No entanto, a empreitada fracassou e, por isso,  Zago usou outra frente de ataque utilizando-se do Conselho Universitário (CO).

Na última terça-feira (7), a reunião do CO teve como pauta o congelamento dos gastos da USP. Zago tem como assessoria a empresa McKinsey, empresa privada ligada a Universidade Mackenzie, que indicou o corte, congelamento e supressão de programas universitários. De acordo com o programa “Parâmetros de Sustentabilidade da Universidade de São Paulo” a folha de pagamento não poderá ter mais que 80% dos repasses do Estado. Se tiver acima de 80%, os salários de professores e funcionários devem ser automaticamente congelados e também estarão proibidas novas contratações. Se for gasto mais de 85% com folha de pagamento o reitor poderá ser mais agressivo, quer dizer, poderá eliminar o excedente com exonerações de funcionários, mesmo que possuírem estabilidade.

Configura um assalto à maior universidade do País. O reitor Rodas, anterior a Zago, iniciou todo o processo, principalmente por colocar a Polícia Militar (PM) dentro do campus para reprimir estudantes e funcionários que tentassem resistir. Agora, com o reitor “democrático”, o pacote se completa: sucateamento, repressão e privatização.

A direita brasileira se mantém com a iniciativa política, ou seja, Zago e os golpistas de São Paulo, como Geraldo Alckmin (PSDB), mantém-se com a iniciativa e apoio das diferentes instituições do Estado. Nesse sentido, o programa da direita para as universidades não é diferente do atual reitor da USP.

Contra todo esse pacote, a única forma de barrar a entrega completa do patrimônio público é a criação de um amplo movimento de estudantes, professores e funcionários contra o golpe de Estado, contra a direita golpista e em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, em todos os níveis, para todos.

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