Acordo com o PSDB: carreiristas do PT entrevam a luta contra o golpe

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“Tucano é eleito para presidência da Alesp com apoio de petistas”. É assim que o Estado de S. Paulo, talvez o jornal mais golpista e tucano do País, “encheu a boca” para dar a notícia e comemorar a vitória do tucano Cauê Macris para a presidência da Alesp. A notícia foi veiculada no último dia 16 de março.

O gosto do Estadão em dar a notícia não é tanto pela intenção de mostrar que há um consenso entre os deputados estaduais, mas principalmente por mostrar que o PT não passa de um partido desmoralizado que no fundo no fundo só pensa em garantir meia dúzia de cargos e principalmente que essa história de golpe é só conversa para conquistar a simpatia de algum eleitorado.

E é exatamente isso o que querem passar os deputados petistas que protagonizaram o espetáculo grotesco, dando a oportunidade para que a imprensa golpista aumentar a sua campanha contra o PT.

Mas é importante dizer uma coisa muito claramente: esses deputados e os que aprovaram sua ação não são – de fato – petistas, nã representam a vontade da militância do PT. Eles cometem um estelionato político, passaram por cima da vontade da maioria dos militantes do PT que estão lutando contra o golpe e entendem que o PSDB é o principal inimigo, justamente por ser o principal articulador do golpe.

O deputado tucano obteve 88 votos, com 13 dos 15 votos do PT. Os únicos petistas que desobedeceram a orientação golpista da bancada foram João Paulo Rillo e Carlos Neder, que votaram na candidatura deste último. A votação no tucano foi parte de um acordo para conquistar a primeira secretaria da Casa.

O acordo com o PSDB representa toda uma ala do PT, composta principalmente por esses parlamentares carreiristas, que defendem que se deve “virar a página do golpe”, ou seja, consolidar os golpistas no poder. É precisa ter claro que essa política vergonhosa é o que está entravando a luta contra o golpe.

Os eleitores, os militantes que são contra o golpe devem começar a pressionar essa ala direitista e carreirista do PT, discutir, condenar publicamente esse tipo de política. Esses parlamentares estão dando cobertura não só para os golpistas mas para a política ultra direitista do PSDB de São Paulo.
Os deputados do PT não s votaram em golpistas e contra a militância do PT (que eles não consultaram), votaram contra os professores e toda a juventude que luta contra o governo golpista de Alckmin e e seus deputados “ladrões de merenda”, votaram contra as centenas de milhares de pessoas que saíram às ruas no último dia (em sua maioria eleitores do PT) que apoiaram e materializaram a afirmação de Lula em seu discurso na paulista, “é nas ruas que se pode mudar essa situação” . Para esses deputados nã se trata de mudar nada, apenas de “ajeitar” e se entender com s golpistas do PSDB e tudo mais.
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