Professores-SP: Organizar um grande mobilização nas escolas e tomar as ruas no dia 31

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No dia 15 de março ocorreu a assembleia do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), com a presença de dezenas de milhares de professores (40 mil, segundo a diretoria), a maior desde a combativa greve da categoria de 92 dias, em 2015. No ato foi aprovada a suspensão da greve e a sua retomada a partir do próximo dia 28, com uma assembleia no dia 31 para avaliar o movimento.

Toda esta mobilização se deu em meio a um enorme crescimento da revolta da categoria e de todos os trabalhadores contra o governo golpista e seus ataques ao povo brasileiro, destacadamente a liquidação da previdência, que tem na categoria das professoras uma de suas maiores vítimas. Os professores paulistas estão no seu terceiro ano consecutivo sem reajustes nos salários, milhares ficaram desempregados com o fechamento de salas de aulas e nas escolas falta de tudo, folha de sulfite, papel higiênico, merenda escolar, kits insuficientes,etc.

A diretoria do Sindicato, integrada pela Articulação-PT, PC do B, PSOL e PSTU atuou unificadamente (com a dissidência pública apenas de dois diretores do PSOL, de um total de 120 diretores), contra a greve. A decisão representou um passo atras dos setores que haviam impulsionado a decisão de entrar em greve, que cederam à pressão das alas mais direitistas da diretoria que – como em outras mobilizações recentes da categoria defenderam “recuo tático”.

Os professores da Corrente Sindical Nacional Causa Operária, da oposição Educadores em Luta, defenderam a continuidade da greve, como tinha sido aprovada no Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), realizado nas primeiras semanas de Janeiro de 2017: que a greve nacional da Educação, ocorressepr tempo indeterminado, a partir de 15 de março.

Para superar esta política de divisão e realizar uma grande mobilização do professorado paulista no dia 31 de março, data do “aniversário” do golpe de 1964, é preciso realizar uma ampla  agitação e propaganda nas escolas, envolvendo toda a comunidade escolar.

A corrente Educadores em Luta/PCO propõe:

. Aprovar o apoio à proposta da CUT de Greve Geral contra o golpe da direita pró-imperialista e contra as “reformas” do governo golpista;
. Campanha de denuncias e mobilização nas escolas e comunidades da política de ataques e desvios de recursos da Educação do governo Alckmin;
. Mobilizações de ruas com estudantes, pais, professores e funcionários contra a “reorganização” que o governo esta promovendo com cortes de gastos, fechamento de salas, desvios etc.
. Organizar a greve geral da categoria e a ocupação das escolas contra os ataques e em defesa das reivindicações de nossa categoria e da comunidades escolar
. 100% de reposição das perdas salariais
. Cumprimento imediato da Meta 17: Piso dos professores equiparado aos dos profissionais de nível superior, R$ 5 mil de Piso.
. Máximos de 25 alunos por sala de aula
. Tíquete refeição de R$ 30 para todos os professores, todos os dias do mês
. Fim da politica de cortes: mais verbas para a Educação. Verbas públicas somente para o ensino público.
. Abaixo a ditadura nas escolas: Fora a PM; eleição direta de diretores, vices e coordenadores.

É preciso enfrentar e superar a política reacionária dos setores direitistas e pequeno-burgueses da diretoria do sindicato e organizar a greve a partir das escolas, formar comandos regionais e comitês de mobilização juntamente com pais e alunos, que precisam ser convocados para participarem da mobilização contra o golpe, cuja derrota é condição sine qua non para barrar as “reformas” do governo que busca promover a destruição do ensino público e atacar todas as conquistas dos trabalhadores das últimas décadas.

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