15 de março: um panorama da luta contra o golpe

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Os atos contra a Reforma da Previdência nesse último 15 de março foram muito grandes, muito fortes e mostraram, particularmente em S. Paulo, uma enorme disposição de luta. Em todo o País mais de 1 milhão de pessoas saíram às ruas.

O mapa abaixo e o levantamento apresentado em seguida, com base em informações da CUT, publicadas no último dia 18, e dados colhidos pelos militantes do nosso próprio Partido nas manifestações, fornecem um panorama geral desse dia nacional de luta.

Os números dos atos em todo o País

ACRE: 9.000 pessoas

Atos ocorreram na capital, Rio Branco, com concentração de 7 mil manifestantes no Palácio Rio Branco. Vigilantes, Correios, Educação, Saúde e Polícia Civil paralisaram suas atividades.
Em Tarauacá, o quarto município mais populoso do estado, a 300km da capital, ocorreu um ato contra a Reforma da Previdência que reuniu mais de 2 mil pessoas.


ALAGOAS: pelo menos 8.000 pessoas

Houve ato em Maceió, pela manhã, na Praça dos Martírios, com 8 mil presentes. Em Arapiraca, o mais importante município do interior alagoano, com mais de 230 mil habitantes, também houve um ato, na Praça Luiz Pereira Lima.


AMAPÁ 

Na capital, Macapá, ocorreu ato em frente à Companhia de Água e Esgoto do Amapá em protesto contra a privatização das empresas públicas. Em seguida, caminhada até a Praça Veiga Cabral, no Centro da Capital, onde se realizou um ato unificado contra as reformas (sem informação sobre o número de participantes).


AMAZONAS: cerca de 2.000 pessoas

Em Manaus houve concentração na praça do Congresso, às 15h, com passeata até a Avenida 7 de Setembro, no Centro. Cerca de 2.000 pessoas participaram.


BAHIA: quase 90.000 pessoas

Salvador teve, desde o começo da manhã, uma manifestação na Avenida ACM, em frente ao Shopping da Bahia, que reuniu 70 mil pessoas durante mais de quatro horas. A quase totalidade das escolas da rede pública de ensino paralisou suas atividades, acompanhadas por escolas da rede privada.

As paralisações começaram desde as primeiras horas da manhã nas bases dos trabalhadores, rodovias federais, estaduais, atos em praças públicas, palestras em sindicatos, debates e caminhadas pelas principais ruas e avenidas de várias cidades dos municípios baianos, a exemplo de Salvador, Feira de Santana, Camaçari, Conquista, Alagoinhas, Juazeiro, Paulo Afonso, Conceição do Coité, Serrinha, Valente, Senhor do Bomfim, Ipirá, Itapetinga, Ilhéus/Itabuna, Guanambi, Porto Seguro, Barreiras, Itamaraju e Teixeira de Freitas, entre outras que no total foram 397 cidades dos 417 municípios baianos. Alguns destaques:

  • Feira de Santana – A manifestação ocorreu na Avenida Getúlio Vargas, no centro da cidade, reunindo cerca de 7 mil pessoas. As escolas da rede pública estadual e da rede particular paralisaram integralmente suas atividades, bem como os agentes de Saúde municipais.
  • Barreiras – Passeata pelo Centro da cidade reuniu 500 pessoas.
  • Eunápolis – Cerca de 50 professores saíram em passeata. As escolas públicas não funcionaram. Bancários e servidores municipais também pararam suas atividades.
  • Itabuna – A manifestação ocorreu na praça do “Jardim do Ó”, localizada no centro da cidade e reuniu cerca de 150 pessoas.
  • Itabela – Na cidade próxima a Porto Seguro uma manifestação fechou a avenida principal.
  • Juazeiro da Bahia – Manifestação reúne 300 pessoas
  • Macaúbas – Houve manifestação de rua, sem informações sobre o número de participantes
  • Serrinha – Caminhada com cerca de 4 mil participantes saiu da Praça Morena Bela e percorreu o Centro da cidade.
  • Teixeira de Freitas – Protesto contou com 350 manifestantes que se reuniram na Praça dos Leões e, por volta de 9h30, saíram em caminhada pelas ruas do município.
  • Vitória da Conquista – Ato na Praça 9 de Novembro deu origem a uma passeata no centro da cidade, com 6 mil participantes e a adesão de professores das redes municipal, estadual e particular, policiais, agentes penitenciários, estudantes e moradores da cidade.

CEARÁ: mais de 13.200 pessoas

Em Fortaleza uma passeata no Centro da cidade, saindo da Praça da Bandeira, reuniu pelo menos 10 mil pessoas. Os ônibus foram retirados de circulação e os que rodaram não passavam de 40km/h. Os professores e o comércio do centro da cidade também pararam suas atividades.

O interior do Estado também viu manifestações em Caucaia e Maracanaú e também em

  • Brejo Santo – Cerca de 2 mil pessoas fizeram a paralisação da BR 116 na altura do município de Brejo Santo, de 8h às 11h30, com participação de 25 municípios. Com apoio da CUT, Fetraece, MAB, Via Campesina, MST, Levante, 18 sindicatos dos trabalhadores rurais da Região do Cariri, Sindicato dos Servidores dos Bancários do Cariri, Servidores Municipais da Região e Frente Brasil Popular Cariri.
  • Cariri – Manifestação em frente a sede do INSS no Cariri com participação do sindicato dos comerciários, correios e servidores do INSS que fizeram paralisação dos trabalhos. Participaram cerca de 700 pessoas.
  • Juazeiro – Houve uma manifestação em frente a prefeitura e depois uma caminhada até o INSS. Ocorreu também paralisação e manifestação dos policiais federais do Cariri em frente a Delegacia da PF em Juazeiro. Cerca de 20 agentes estavam no ato.
  • Tianguá – Cerca de 500 pessoas fizeram manifestação em frente a sede do INSS Em Tinguá. Participaram do ato os Sindicatos dos servidores e sindicato dos trabalhadores rurais de Tianguá, Ibiapina e Viçosa do Ceará.

DISTRITO FEDERAL: 20.000 pessoas

Em Brasília ocorreu um ato Público na frente da Catedral, na Esplanada dos Ministérios. Pela manhã, a Marcha da CONTAG engrossou a manifestação, que reuniu 20 mil pessoas, fechando a via da Esplanada do Ministério e ocupando prédio do Ministério da Fazenda. A ocupação foi realizada por movimentos da Via Campesina Brasil, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Quilombolas (Conaq), Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD), Movimento de Luta pela Terra (MLT) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e teve o apoio de integrantes do Sindicato dos Professores (Sinpro) do Distrito Federal, além de trabalhadores de diversas categorias de sindicatos da CUT.


ESPÍRITO SANTO: 6.000 pessoas na capital

Em Vitória houve concentração na Praça de Goiabeiras seguida de caminhada até o aeroporto. A manifestação no Centro da cidade reuniu 6 mil manifestantes.


GOIÁS: 25.300 pessoas

Em Goiânia os carteiros aderem à paralisação desde cedo. Educadores das redes estadual e municipal de ensino promoveram paralisação e ato público em frente a Assembleia Legislativa, de onde saíram em passeata e se reuniram às 10h na Praça Cívica para manifestação unificada com outras categorias, somando cerca de 25 mil manifestantes, segundo os organizadores.
Em Rio Verde, o quarto município mais populoso do Estado, ocorreu o ato contra a Reforma reuniu 300 manifestantes.


MARANHÃO: 2.000 pessoas na capital

Na capital, São Luis, houve concentração das centrais sindicais, juntamente com os sindicatos do setor da Educação e de outras categorias, pela manhã, na Praça Deodoro. O ato em frente ao prédio do INSS, no Parque Bom Menino, reuniu mais de 2 mil manifestantes, mesmo sob chuva.


MATO GROSSO: 20.000 pessoas

Ocorreu um ato público na Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá. Educadores, Servidores Federais e a Rede Municipal do Estado paralisaram suas atividades. Bancários fizeram atos nas principais agências. A manifestação na capital mato-grossense reuniu cerca de 5.000 pessoas.

Forma registradas atividades contra a reforma da previdência em mais de 40 municípios de Mato Grosso, chamados pelos trabalhadores da educação, várias categorias e movimentos sociais: Sinop, Rondonópolis, Cáceres, Primavera do Leste, Juina, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde. Barra do Garças, Várzea Grande, Mirassol, Pontes e Lacerda e outros. Somando mais de 20 mil nas ruas em todo o estado de Mato Grosso

MATO GROSSO DO SUL: pelo menos 20.000 pessoas

Em Campo Grande, os sindicatos do transporte, com apoio de outros segmentos, pararam os coletivos antes que saíssem das garagens. O ato público foi realizado pela manhã na Praça Ary Coelho. A passeata, ao final do ato, reuniu mais de 20 mil pessoas. Funcionários dos Correios paralisaram suas atividades e professores estaduais permanecem em greve por tempo indeterminado. Sindicalistas acamparam em frente à portaria do condomínio onde mora o deputado federal Carlos Marun (PMDB), presidente da Comissão da Reforma da Presidência.

Outras cidades do interior do Estado tiveram atividades: em Caarapó ocorreu passeata e panfletagem na Praça Central; em Dourados houve ato público na Praça Antônio João e passeata; em Terenos,  ato na Praça da Demétria.
Outros municípios com mobilizações confirmadas: Caracol, Figueirão, Glória de Dourados, Inocência, Pedro Gomes, Ponta Porã, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Três Lagoas e Vicentina.


MINAS GERAIS: mais de 100 mil pessoas

Em Belo Horizonte os metroviários começaram sua paralisação de 24 horas à meia noite do dia 15. Houve concentração na Praça Deodoro, no centro histórico e caminhada unitária (CUT, Força, CTB. NCST, Conlutas) até a sede do INSS no Parque Bom Menino. Um grupo de indígenas interrompeu tráfego na Estrada de Ferro, colocando troncos de árvores sobre linha férrea. Pela manhã foi realizado ato na Praça da Estação, unindo à paralisação dos metroviários a dos trabalhadores da Educação.

À tarde, a Manifestação reuniu pelo menos 100 mil pessoas no Centro da Capital. Professores iniciaram greve por tempo indeterminado. Servidores municipais, petroleiros, metalúrgicos e metroviários aderiram à paralisação.

Atos e paralisações ocorreram também em outras cidades do Estado:

  • Betim – paralisação na Refinaria Gabriel Passos (Regap), da Petrobrás
  • Contagem – Metalúrgicos aderem à paralisação
  • Divinópolis – Ato dos professores
  • Governador Valadares – Professores realizam ato na Praça dos Pioneiros
  • Juiz de Fora – Sob a liderança do Sindicato dos Metalúrgicos local, trabalhadores paralisam linha de produção na Mercedes-Benz.
  • Mariana – Manifestação de professores reúne 2 mil pessoas
  • Montes Claros – Concentração na Praça da Estação da cidade
  • Ouro Preto – Passeata reúne 3 mil manifestantes
  • Passos – Ato dos professores
  • São João Del Rei – Ato dos professores
  • Teofilo Otoni – Ato na Câmara Municipal
  • Uberaba – Ato dos professores reúne 2 mil manifestantes
  • Uberlandia – Ato público na Praça Ismene Mendes (antiga Tubal Vilela)
  • Unaí – Ato na Câmara Municipal
  • Varginha – Ato público dos professores em greve

PARÁ: 6.000 pessoas
Em Belém, cerca de 6 mil manifestantes saíram às 11h em caminhada da Praça da República, passaram pela sede do INSS, no bairro de Nazaré, e pela Prefeitura de Belém, seguindo até a Assembléia Legislativa, onde o protesto foi encerrado, por volta de 13h. Funcionários do Correios aderiram à paralisação. Manifestações dos bancários ocorreram nas maiores agências.

Em Canaã dos Carajás e Parauapebas, manifestantes fecharam rodovia PA-160.


PARAÍBA: 3.000 pessoas

Na capital, João Pessoa, foi realizado um ato em frente ao escritório do Ministério da Previdência com passeata pelo Centro. A concentração feita em frente ao prédio da DataPrev percorreu o anel externo do Parque Solon de Lucena e seguiu até a sede do INSS. Cerca de 3.000 pessoas participaram.

Houve manifestações em diversas cidades como Campina Grande, João Pessoa, Belém e Cajazeiras.


PARANÁ: mais de 100.000 pessoas

A principal manifestação paranaense ocorreu na capital, Curitiba, com 60 mil pessoas nas ruas segundo os organizadores. O dia começou a greve dos transportes na cidade. A passeata reúne mais de 60 mil pessoas nas esquinas das ruas Marechal Floriano e Marechal Deodoro. Várias categorias aderiram às paralisações: Educação, Servidores Federais e Municipais de Curitiba.

O interior também teve um dia tomado por protestos

  • Araucária – Paralisação na Petrobrás e manifestação dos petroleiros
  • Iguaçú – Ato político tem mil pessoas presentes
  • Londrina – Paralisação de motoristas e cobradores, passeata reúne 8 mil pessoas
  • Maringá – Concentração no Terminal Rodoviário, com paralisação dos ônibus até às 11h. Ato unificado, com 5 mil participantes, ocorre na Rua XV de Novembro, em frente ao INSS.
  • São Mateus do Sul – Sindicato dos petroleiros lidera paralisação de atividades na Usina do Xisto da Petrobrás.
  • São José dos Pinhais – Paralisação dos servidores municipais liderados pela Confetam/CUT

PERNAMBUCO: mais de 50.000 pessoas

Em Recife o ato político da Educação com demais categorias, na praça Oswaldo Cruz, deu início a uma passeata que reuniu cerca de 40 mil manifestantes.

Inicialmente, os professores de Pernambuco decretaram greve por tempo indeterminado em assembleia, como parte da estratégia contra as reformas articuladas pelo Governo Temer e contou com as participações dos Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe), Sindicato dos Professores da Rede Privada(Sinpro), Sindicato dos Professores do Recife (Simpere), Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Jaboatão dos Guararapes (Sinproja), Sindicato dos Professores do Cabo de Santo Agostinho (SINPC), Sindicato dos Professores em Educação do Moreno (Sinpremo) e Sindicato de Professores da Rede Municipal de Olinda (Sinpmol). Foram realizadas manifestações de protesto também do setor de educação nas cidades de Caruaru, Petrolina, Arcoverde, Tabira, Carpina, Palmares, São João, Garanhuns, Ipojuca, Goiana, entre outros

Em Petrolina, a manifestação reúne 10 mil participantes. Em Caruaru, o protesto reuniu 2 mil manifestantes


PIAUÍ
Em Terezina aconteceram dois atos, um com trabalhadores municipários e outro encabeçado pela CUT, FETAG e Sinte (professores estaduais), com caravanas de várias subsedes. Houve um ato público em frente à Assembleia, seguido de Audiência Pública. Participaram muitos trabalhadores, rodoviários,  construção civil, professores,  trabalhadores rurais, urbanitários etc. Parte deles ficou do lado de fora pois o plenário da AL não comportou todos o presentes. (sem informação sobre o número de presentes)


RIO DE JANEIRO: 100 mil pessoas na capital

Na capital fluminense a marcha das centrais sindicais e dos movimentos sociais, saindo da Candelária, reuniu mais de 100 mil pessoas Os professores do SINPRO Rio, SINTUFRJ, SISEJUFE, SINDSCOPPE, SINTSAUDE e SEPE (greve de 24h na rede estadual e nas redes municipais) paralisaram suas atividades. A rede estadual de Saúde já estava em greve.

Foi, de fato, o maior ato desde as grandes manifestações contra o golpe no primeiro semestre do ano passado.

A manifestação acabou mais cedo por causa de provocações de guardas municipais e policiais contra jovens manifestantes.

O portal da CUT-RJ relata que ao final do ato unificado das centrais sindicais que reuniu 100 mil pessoas na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, “um grupo de pessoas atacou uma bandeira da CUT e tentou atear fogo ao mesmo tempo que outro grupo jogava bombas e fogos para dentro da sede da guarda municipal em frente a Central do Brasil. Esta ação, que muito nos lembra o avanço fascista sobre a unidade popular que existia no começo de junho de 2013, foi o estopim de uma confusão”.

Houve dezenas de atos em diversas cidades do estado do Rio de Janeiro organizados pelos sindicatos cutistas, com panfletagens e trancaços de escolas, assembleia na porta da REDUC, paralisação dos bancários e muitos outros.

Em Campos dos Goytacazes, uma manifestação de petroleiros e movimentos sociais fechou o aeroporto e a estrada de acesso ao local, reunindo 10 mil pessoas, e foi realizado um ato na Praça São Salvador. Em São João da Barra foi fechada a BR 356 e em Volta Redonda houve concentração em frente à agência do INSS da cidade.


RIO GRANDE DO NORTE: 10.000 pessoas

Após o Ato realizado na Praça Gentil Ferreira, em Natal, houve caminhada até a Praça Kennedy que reuniu mais de 10 mil pessoas. Houve ainda manifestação na Cidade Alta
Em Mossoró, mulheres do MST, Marcha Mundial de Mulheres, CUT e Frente Brasil Popular realizaram passeata


RIO GRANDE DO SUL: 34.000 pessoas

Em Porto Alegre houve ato público na Esquina Democrática – e caminhada até o Largo do Zumbi dos Palmares. A manifestação reuniu cerca de 18 mil pessoas. Também aconteceram atos, assembleias ou caminhadas conta a reforma nas seguintes cidades: Erechin, Passo Fundo, Carazinho, Ijuí, Pelotas, Rio Grande, Santa Maria, São Leopoldo, Canoas, Cruz Alta, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Santa Rosa, Taquara, Torres, Gravataí, Serafina Correa, Dois Irmãos.

  • Cachoeirinha– Mais de 4 mil pessoas aderiram à passeata de protesto
  • Canguçu – Cerca de 3 mil pessoas fecharam o Centro da cidade
  • Canoas – Protesto reúne 4 mil participantes
  • Caxias – Passeata percorre Centro da cidade, com 4 mil participantes
  • Novo Hamburgo – Mais de 5 mil pessoas participam de caminhada no Centro
  • São Lourenço – Agricultores familiares fazem manifestação no Centro da Cidade

RONDÔNIA: 5.000 pessoas na capital

A manifestação em Porto Velho ocorreu na Praça Estrada de Ferro Madeira Mamoré e reuniu cerca de 5 mil pessoas. Simultaneamente, ocorreram manifestações em 51 cidades do estado, com fechamento das principais agências do INSS.


RORAIMA: 2.000 pessoas na capital

O ato público na Praça do Centro Cívico reuniu mais de 2 mil manifestantes em Boa Vista.


SANTA CATARINA: 10.000 pessoas na capital

Em Florianópolis o ato foi realizado na  Praça Miramar. Houve paralisação de servidores municipais. O Sintraturb que é o sindicato que representa motoristas, cobradores e demais funcionários do transporte coletivo de Florianópolis, decidiu paralisar as atividades dos ônibus a partir das 15h. Cerca de 10 mil pessoas participaram da passeata que percorreu as ruas do centro.

Em Santa Catarina, ocorreram atos em Joinville (3 mil pessoas. Servidores Além da deflagração do estado de greve e agendamento de nova assembleia, os servidores aprovaram a palavra de ordem “Fora Temer e o Congresso Nacional”.), também em Jaraguá do Sul, Itajaí, Blumenau, Rio do Sul, Chapecó, Xanxerê, São Miguel do Oeste, Caçador, Pinhalzinho, Dionísio Cerqueira, Concórdia, Tubarão e Araranguá.

Outros destaques foram: Blumenau – Paralisações de Professores estaduais – Sinte e Servidores estaduais – Sintespe;  Chapecó – Manifestação na Praça Coronel Bertaso reúne mais de 2 mil pessoas; São Miguel do Oeste –  Passeata reuniu mais de 2 mil manifestantes e Tubarão – Servidores municipais aderiram à paralisação, manifestantes realizaram passeata com mais de 2 mil pessoas.


SÃO PAULO: 250 mil na Paulista e manifestações em todo o Estado

Na Capital:

0h – Paralização de metroviários e motoristas de ônibus durante todo o dia. Durante a tarde, metrô recupera parcialmente suas atividades.
7h – Maior parte das redes municipal e estadual de Educação adere à paralisação
10h – Paralisação das agências bancárias na Av. Paulista.
14h – Assembleia APEOESP, na Praça da República, com caminhada até o MASP
14h – Assembleia Sinpeem, em frente à Prefeitura de São Paulo, com caminhada até o MASP
14h – Paralisação do Quarteirão da Saúde, concentração em frente ao Metrô Clínicas, com caminhada até o MASP
14h – Paralisação dos estudantes e professores de Direito da Faculdade do Largo São Francisco com caminhada até o MASP
18h – Grande ato com os movimentos sociais na Av. Paulista, em frente ao MASP, reúne 250 mil manifestantes
16h20 –  Arrastão dos Blocos – concentração na Praça do Ciclista até o MASP

Na Grande S. Paulo:

  • Guarulhos – Paralisação dos ônibus municipais e intermunicipais da meia-noite às 8h.
  • Osasco – Paralisações de motoristas de ônibus, professores, bancários, comerciários e metalúrgicos. Houve concentração Praça Antonio Menck e passeata pelo Centro. Uma caravana se dirigiu para a manifestação na Avenida Paulista
  • São Bernardo do Campo – às 8h da manhã houve passeata e ato, saindo do pátio principal da Volkswagen no Km 23,5 da Rodovia Anchieta. Caminhada interrompeu trânsito na rodovia e seguiu até a sede do INSS, no Centro. Bancos não abriram, funcionários aderiram à mobilização.

No Interior e Litoral:

  • Americana – Ato na Praça Comendador Muller
  • Araraquara – Mais de 500 pessoas participam do ato. Sindicalistas, professores, advogados e trabalhadores de várias categorias se unem no ato que saiu da Praça de Santa Cruz, no Centro de Araraquara e percorreu várias ruas do comércio.
  • Bauru – Ato reúne mil participantes.
  • Campinas – Mobilização reúne 3 mil participantes em ato em frente a Catedral Metropolitana.
  • Itanhaém – Protesto conta com 100 participantes
  • Marília – Ato na Galeria Atenas (ilha)
  • Matão  – Ato em frente ao INSS e Audiência Pública sobre a reforma da Previdência
  • Piracicaba – Ato público em frente ao Poupatempo
  • Presidente Prudente e região – Praça 9 de Julho, em frente à Chik’s Center
  • Ribeirão Preto – Ato Público em frente ao Teatro Pedro II
  • Salto de Pirapora – Motoristas de ônibus paralisam transporte no município
  • Santos – Passeata para o Centro da cidade
  • São José dos Campos – 600 servidores municipais paralisam atividades e realizam caminhada
  • São José do Rio Preto – Ato em frente ao Terminal Rodoviário
  • São Sebastião – Paralisadas as atividades do Porto de São Sebastião
  • Sorocaba – Motoristas de ônibus paralisam transporte na cidade e na região. Realizado ato na Praça Coronel Fernando Prestes.

SERGIPE: 30.000 pessoas no centro da capital

O ato público em Aracaju reuniu 30 mil pessoas na Praça General Valadão, no centro.  Muitos professores acompanharam a caminhada e dirigentes do SINTESE (Professores Rede Estadual) e SINDIPEMA (Professores Rede Municipal de Aracaju) protestaram contra a retirada da deputada Ana Lucia (PT) da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Sergipe, uma medida retaliativa do Governo Jackson Barreto (PMDB)


TOCANTINS: 2.500 pessoas na capital

Realizado pela manhã, o ato contou com 2,5 mil participantes, na Rotatória do Colégio São Francisco em Palmas.


Veja as imagens do dia em todo o País


A intervenção do PCO nos atos

A militância do Partido da Causa Operária esteve presente nos atos em todas as regiões do País. Foram vendidos mais de 2.000 exemplares do jornal Causa Operária e distribuídos pelo menos 20.000 panfletos, adesivos e cartazes contra a reforma da Previdência, o golpe de Estado e a prisão de Lula.

Em São Paulo, centenas de cartazes, os chamados “pirulitos”, foram distribuídos na gigantesca manifestação da Av. Paulista, e erguidos pelos manifestantes em diversos pontos durante o ato com as palavras de ordem: “Não à Reforma da Previdência; Não ao fim da CLT; Derrotar o golpe; Fora todos os golpistas; Anulação do impeachment já!”.

O partido reuniu suas forças nas principais manifestações nas capitais de norte a sul do País, erguendo bandeiras e faixas. Os atos apontam para o partido a necessidade de intensificar a mobilização de suas próprias forças, em primeiro lugar, para conduzir mais amplamente a campanha contra o golpe de Estado.

Análise 

A Previdência é o estopim de uma crise política latente no País. O movimento que saiu às ruas um ano atrás, antes da vitória do impeachment no Congresso Nacional, indicava um crescimento do movimento de luta contra o golpe. Na medida em que o impeachment foi votado na Câmara e no Senado, o movimento caiu em uma situação de confusão e não conseguiu se reagrupar. Não se trata simplesmente de que as direções políticas desse movimento não tiveram uma orientação correta, mas o próprio movimento ficou confuso pois esperava derrotar o golpe e foi derrotado. Esse panorama ilusório, no entanto, não superou o sentimento contra o golpe presente em todo o País, apesar da derrota.

Faltou ao movimento de conjunto da classe trabalhadora um canal por meio do qual se expressar da derrota na questão do impeachment até agora. Bastava uma ação dos golpistas para que o problema do golpe fosse recolocado. E é justamente o que está acontecendo agora, com a luta contra a Reforma da Previdência, que recolocou os termos da luta contra o golpe. O repúdio à Reforma da Previdência é um desenvolvimento da luta contra o governo golpista, e não uma questão isolada.

Embora a maior parte das direções não tenham colocado a questão desse em primeiro lugar, as manifestações contra a Reforma da Previdência foram manifestações de luta contra o golpe de Estado.

A grande campanha feita por nosso Partido nas manifestações, com milhares de exemplares do jornal Causa Operária vendidos nas manifestações, e dezenas de milhares de panfletos distribuídos, deixou claro que ninguém nas manifestações tem alguma consideração positiva sobre o governo Temer. A receptividade à denúncia do golpe mostrou que a maioria que saiu às ruas considera que a Reforma da Previdência é ruim e que o governo golpista é péssimo, e que a Previdência é uma consequência do golpe de Estado.

Está crescendo também a consciência de que a Reforma da Previdência não é um ataque isolado, e que há coisa ainda pior por vir. A luta contra a Reforma da Previdência serviu para recolocar em um patamar geral a luta contra o golpe.

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