Novamente, Vale joga lama em Minas Gerais

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Pelo menos três incidentes que resultaram no carreamento de sedimentos para cursos d’água ocorreram nos últimos três anos na Mina de Fábrica, da Vale, em Ouro Preto, na região Central de Minas. Dessa última vez, a mineradora Vale receberá multa da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) devido a um vazamento de rejeitos que contaminou rios e córregos da região central do estado. O problema ocorreu no último domingo (12), na conexão de um duto em Ouro Preto, em área próxima do município de Itabirito.

O vazamento de rejeitos de minério de ferro de um duto da mina atingiu, além dos córregos, os rios Itabirito e das Velhas. A quantidade dos rejeitos vazados e a causa do fato ainda são apuradas. “Todos os incidentes, que se tornaram rotineiros, foram resultado de manutenção deficiente. Parece que a Vale só toma medidas emergenciais e não faz nada para prevenir novos casos”, afirmou o secretário de Meio Ambiente de Itabirito, Antônio Marcos Generoso.

Segundo a Vale, o incidente foi de baixa magnitude. Em nota, a mineradora informou que o duto é parte da estrutura da mina de Fábrica, cuja sede fica em Congonhas, e que o problema foi identificado na última segunda-feira (13). “O vazamento foi contido de imediato e os esclarecimentos aos órgãos ambientais foram prestados no mesmo dia. Todas as ações para mitigação já foram adotadas, e as causas do evento estão sendo apuradas”, informou.

A mina de Fábrica fica apenas a 53 quilômetros em linha reta do local onde ocorreu a tragédia de Mariana (MG) em novembro de 2015, quando houve o rompimento da barragem de Fundão, pertencente à Samarco Mineração S.A,, empresa controlada também pela Vale.

A Samarco é responsável pelo maior desastre ambiental ocorrido no Brasil e, 2015: o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração de ferro no município de Mariana, que provocou a morte de pelo menos 17 pessoas na comunidade de Bento Rodrigues e entorno, além de causar crise no abastecimento de água de cidades do vale do rio Doce e uma catástrofe ambiental sem precedentes na bacia do rio Doce, ao longo de uma faixa de 800 km, desde Mariana até a foz do rio, no Oceano Atlântico.

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