Fentect se reúne com golpistas da ECT para justificar paralisações

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Na quinta-feira, 16, os sindicalistas traidores da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) José Rivaldo, conhecido por Talibã e Amanda Corcino, conhecida por Amanda “Marmitex”, reuniram-se com os golpistas Gilberto Kassab, ministro golpista de Michel Temer, e com o presidente golpista dos Correios Guilherme Campos, ambos do PSD (Partido Social Democrata).

A reunião aconteceu no dia seguinte à paralisação nacional do dia 15 de março, contra as reformas do governo golpista.

Também participaram da reunião alguns integrantes da Findect – federação fantasma, que foi ressuscitada pela direção dos Correios, justamente para dividir a categoria, presidida pelo mega pelego Gandra, filiado ao mesmo partido de Michel Temer, o PMDB.

Como quase todos os sindicalistas dos Correios, comandados pelo Talibã, aprovaram paralisação nesse dia, o próprio Talibã, Amanda Marmitex, Gandra, Elias Divisa se reuniram com os golpistas para justificar a greve e servir de meninos de recado do governo golpista para a categoria.

Saíram da reunião quase se desculpando por terem feito um dia de paralisação, e na sequência escreveram um informe aos sindicatos para comunicar uma coisa que todo mundo já sabe, os golpistas querem demitir os trabalhadores, custe o que custar, no plano do PDI – Plano de Desligamento Incentivado – ou no PNB – “Plano do pé na bunda”, e ainda vão impor mensalidades no plano de saúde da categoria a qualquer momento.

Lição: Não existe negociação com golpista

Ainda não caiu a ficha dos sindicalistas dos Correios de que no Brasil está em andamento um golpe de Estado, e em época de golpe a única coisa que pode funcionar para barrar ataques aos trabalhadores é a destituição do governo golpista.

Talibã, Marmitex, Divisa e todos os demais sindicalistas que dão autoridade para os pelegos se reunirem com a direção dos Correios, estão vivendo no mundo imaginável da democracia, ou na época do governo do PT, em que se fazia uma paralisação de apenas um dia e, depois corriam para os gabinetes da direção dos Correios para dizer que se a empresa não amenizasse o impacto dos ataques à categoria, eles não teriam como barrar a agressividade da categoria contra a empresa.

A paralisação de um dia nos Correios, sem a discussão do golpe de Estado, mostrando que os trabalhadores tem que mobilizar pele derrubada desse governo e restituição do governo anterior, levará à categoria a derrota mais completa que já houve.

Os golpistas não movimentaram a imprensa capitalista, Rede Globo, Veja e demais órgãos de informação golpistas, o Judiciário, a polícia Federal, e o exército para derrubada do governo eleito, para na sequência frear suas reformas golpistas, como as privatizações, por causa de uma paralisação de apenas um dia, e na sua maioria feita apenas por sindicalistas.

É necessário que os trabalhadores dos Correios iniciem uma mobilização contra o golpe de Estado, através da formação de comitês contra o golpe, e através desses comitês discuta as reivindicações da categoria, como a manutenção do plano de saúde, sem mensalidades, através da relação com a luta pela derrubada do governo golpista.

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