Congresso dos EUA quer nova autorização para guerra no Oriente Médio

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Oficialmente, os EUA não estão em uma guerra declarada desde 1941. A última vez que um presidente norte-americano assinou uma declaração formal de guerra contra outro país foi na Segunda Guerra Mundial, quando o então presidente Franklin D. Roosevelt declarou guerra ao Japão. Sequer na guerra do Vietnã os EUA estavam formalmente em guerra. Na verdade, os EUA estiveram em guerra constante, sem necessidade de declará-la, por meio de autorizações do Congresso para os presidente usarem força militar.

O último documento que tem sido usado pelo Executivo nos EUA para fazer sua guerra de dominação no Oriente Médio é uma Autorização para o Uso de Força Militar (AUMF, na sigla em inglês) aprovada em 2001, depois do 11 de setembro. A AUMF autorizava o governo a usar a força contra a Al Qaeda e organizações terroristas ligadas à Al Qaeda. É a declaração de guerra da chamada “guerra ao terror”. Diferente de uma declaração formal contra um determinado país, a AUMF dá poderes para o governo dirigir uma série de operações em países diversos.

Agora, senadores republicanos querem aprovar uma nova AUMF, mais específica e dirigida contra o Estado Islâmico (EI). Pelo Twitter, o senador republicano pelo estado de Indiana Todd Young afirmou que uma nova AUMF mandaria uma “clara mensagem de apoio” às tropas no Oriente Médio. O objetivo mais importante por trás dessa nova autorização, é claro, não é mandar uma mensagem para as tropas. Com a nova autorização, o Congresso pode ampliar o campo de intervenção dos EUA na região, e aumentar o orçamento para fazer essa guerra. Embora Trump tenha sido eleito com a promessa de fazer um governo com menos guerra, há uma grande pressão para fazê-lo adaptar-se ao regime, ou para derrubá-lo. Em qualquer caso, uma política para aumentar a intervenção no Oriente Médio está em curso.

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