Para derrotar as “reformas” da Previdência e trabalhista, mobilizar contra o golpe e pela anulação do impeachment

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Nesta quarta, dia 15, realizam-se atos e passeatas, nas capitais e várias outras cidades, no dia nacional de luta impulsionado pela CUT e por outras organizações do movimento operário e popular.

O dia é resultado, principalmente da iniciativa dos professores e demais trabalhadores da Educação, que por meio de seus sindicato e da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação) deliberaram, em um congresso nacional, com mais de 2.200 delegados, em janeiro passado, realizar uma greve nacional da categoria.

A CUT – à qual a CNTE e maioria dos sindicatos de educadores é filiada -, compreendendo a importância da iniciativa e a necessidade de uma luta geral dos trabalhadores diante da ofensiva do governo golpista decidiu ampliar a mobilização e chamar outras categorias à sair as ruas e promover paralisações nesta data.

A reforma da previdência como estopim

O “motor” principal da mobilização é a luta contra a reforma da Previdência, pois ela expressa  – ainda que parcialmente – a revolta geral dos trabalhadores, que cresce a cada dia, contra os golpistas que estão promovendo um recorde de desemprego, aumento da miséria, entrega da riqueza nacional para banqueiros e outros abutres capitalistas, principalmente internacionais.

Como se viu, inclusive, no carnaval e nas manifestação de 8 de março passado, há um crescimento da tomada de consciência de que o golpe veio para promover um ataque nunca visto contra as condições de vida da classe operária e do povo, como a liquidação das aposentadorias, a jornada de até 12 horas diárias, o fim da CLT, a terceirização total, privatizações em larga escala (até da água e do esgoto) e entrega do petróleo e de toda a imensa riqueza de nosso País. Milhões estão perdendo o medo de se colocar contra os golpistas, na farsa do “combate à corrupção” e, agora, estão vendo que é povo brasileiro que “vai pagar pato”, a conta do golpe realizado para satisfazer os interesses do imperialismo.

Os professores, por exemplo, se mobilizam (além da liquidação das aposentadorias “especiais” e do fim da diferença entre homens e mulheres e 49 anos de mínimo para se aposentar), contra o “congelamento” dos salários e o fato de que nem mesmo o piso miserável de R$ 2.298 é pago em centenas de cidades.

Lutar contra o golpe, defender Lula

A experiência recente dos trabalhadores, como as derrotas na luta contra a PEC 55, que congelou gastos por 20 anos e a destruidora “reforma” do ensino médio, provou que não há possibilidade de derrotar os golpistas em lutas parciais e isoladas.

É preciso uma luta geral unificada que tenha como eixo a luta contra o golpe, para colocar abaixo o regime reacionário e antioperário estabelecido após a derrubada da presidenta Dilma Rousseff.

Por isso, nas mobilizações de hoje e nas lutas do próximo período é preciso superar a dispersão e unificar os explorados e suas organizações de luta em uma verdadeira mobilização contra o golpe e pela anulação do impeachment e todas as suas consequências nefastas para o povo.

Uma questão fundamental, neste momento, é a luta contra a prisão de Lula pelos autores do golpe de Estado. Por isso mesmo é necessário organizar um gigantesco ato em Curitiba, no próximo dia 3 de maio, quando está previsto o depoimento do ex-presidente e maior liderança popular do País, diante do juizeco golpista, Sérgio Moro. Nossa palavra de ordem deve ser: “não vamos permitir a prisão de Lula!”

Para isso é necessário superar a atual situação de paralisia que domina a classe operária em seu conjunto. Formar comitês de luta contra o golpe e pela anulação do impeachment em todo País e realizar um amplo trabalho de agitação e propaganda nas fábricas e demais locais de trabalho. Avançar em direção a uma verdadeira greve geral contra o golpe.

Sabotagem e apoio a golpe

À exceção dos professores, não houve uma preparação nos sindicatos (e nem dizer nas bases das categorias) para uma mobilização mais ampla. Segundo a CNTE, “das 50 entidades filiadas à Confederação, 49 paralisarão suas atividades no dia de hoje”. Mas mesmo entre os dirigentes dessa categoria, não há um acordo de manter a greve por tempo indeterminado, como foi decidido no Congresso.

Outras entidades resolveram apoiar a iniciativa, alguma delas de forma muito artificial, para tentar livrar a cara diante dos trabalhadores, diante do fato de que apoiaram o golpe de Estado, a derrubada do governo eleito pela imensa maioria dos trabalhadores e, agora, querem ocultar que são co-responsáveis pelas medidas dos golpistas contra os trabalhadores. Esse é o caso da Força Sindical, comandada pelo deputado ultra pelego, “Paulinho da Força” (SD), “fã de carteirinha” de Eduardo Cunha e de Aécio Neves, que fez campanha pelo golpe, votou pelo impeachment, defende o governo Temer e a maioria de suas medidas (como a lei da terceirização-escravidão). É  caso também da Conlutas, do PSTU, que defendeu o “fora Dilma”, disse que é a favor da prisão de Lula e outros dirigentes do PT e que não há diferenças entre o governo eleito e o governo golpista.

Várias “paralisações” convocadas – como a dos Correios – são apenas uma encenação de dirigentes sindicais pelegos que há anos não organizam nenhuma luta real; reconhecem a direção golpista da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) e não organizam nenhuma mobilização quando s golpistas estão esfolando os trabalhadores, atacando o plano de saúde, preparando fechamento de centenas de agências etc. para criar as condições de privatização dos Correios.

Sabotando a greve dos professores, há alguns poucos sindicatos que não realizaram assembleias e não mobilizaram para a greve e até mesmo caso do Sepe-RJ, dirigido pelo PSTU e PSOL, no qual a direção publicou um cartaz um cartaz “convocando” a categoria para uma paralisação de 24 horas “em apoio à greve nacional da Educação”, como se não fizessem parte da categoria e, tivessem a obrigação de impulsionar a greve (ainda mais diante dos brutais ataques que os servidores do Rio estão sofrendo depois do golpe).

Uma das tarefas centrais do próximo período é derrotar esta política e todo tipo de ilusão de que os golpistas podem ser derrotados por meio de “articulações” no congresso golpista ou no terreno de eleições controladas pela ditadura que avança no País.

Intensificar a mobilização

As tendências de luta que se expressam neste dia – contidas pela sabotagem dos sindicalistas golpistas e da esquerda pequeno burguesa – devem ser impulsionados pelos setores que estiveram à frente da luta contra  golpe (CUT, FBP, MST, SMP, UNE, PT, PCO, PCdoB etc.). Para isso, é preciso deixar para trás as ilusões nas eleições e de que as reformas golpistas possam ser barradas pr meio de articulações com o congresso golpista.

Um dia não basta, é preciso um plano de lutas aprovado em plenárias massivas de ativistas de ativistas da luta contra o golpe, para organizar esta mobilização, com um grande 1 de Maio de luta contra o golpe e a ocupação de Curitiba contra a prisão de Lula.

Não à prisão de Lula

Abaixo as “reformas” da Previdência e trabalhista

Abaixo a ditadura golpista. Não à intervenção militar

Fora Temer e todos os golpistas

Derrotar o golpe. Anular o impeachment e reestabelecer o mandato da presidenta eleita pr 54,5 milhões de brasileiros

São Paulo, 15 de março de 2015.

Corrente Sindical Nacional Causa Operária

Educadores em Luta (Oposição – Professores do PCO)

Ecetistas em Luta (Oposição nacional dos trabalhadores dos Correios)

Bancários em Luta

Servidores em Luta

Metalúrgicos em Luta

Sindicato dos Trabalhadores de Carnes e Frios de SP

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