As feministas da esquerda pequeno-burguesa e sua ideologia imperialista

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A rede Globo de televisão, seguindo a política imperialista, resolveu pautar em sua programação questões relacionadas com os setores oprimidos da sociedade; mulheres e o machismo, homossexuais e a homofobia, pessoas trans, negros…

Embora a esquerda pequeno-burguesa (PSTU – seu racha MAIS – diversas correntes do PSOL e outros) queira acreditar e faça propaganda de que a toda poderosa emissora da família Marinho está se rendendo ao movimento, às necessidades e reivindicações feministas etc. a verdade é que as organizações pequeno-burguesas, principalmente aquelas que se reivindicam marxistas, estão se afastando cada vez mais da luta de classes e de um programa revolucionário e socialista para esses setores.

Não é uma contradição a Globo falar desses temas; ela é uma das principais representantes do imperialismo no Brasil. Tem jornalista na emissora que já foi denunciado por ser agente norte-americano, a ponto de se reunir com embaixador dos EUA no Brasil para discutir pauta.

Essa aparente defesa das “minorias” é a principal política do partido Democrático no momento; o que, inclusive, está sendo reforçado para fazer oposição a Donald Trump, republicano de extrema-direita eleito presidente dos EUA. Ou seja, pura demagogia do setor mais poderoso do imperialismo para fazer campanha contra o republicano.

Esse programa liberal incluindo a demagogia com os imigrantes é a principal oposição que os senhores das guerras, os homens e mulheres de Wall Street em todo o mundo usam para denunciar Trump como reacionário etc. Enquanto isso, os democratas promovem massacres e golpes mundo afora.

A aparência progressista dessa política é isso, apenas aparência. Nesse sentido, é criminosa a posição dos partidos e organizações da esquerda nacional que estão se rendendo à política do imperialismo.

No caso da Globo, a defesa das mulheres, negros, LGBTs serve como o verniz que cobre a verdadeira política e verdadeiros interesses dessa imprensa burguesa, golpista. Coisa semelhante é quando Guilherme Boulos (do MTST), por exemplo, se torna articulista do jornal Folha de S. Paulo, em pleno golpe de Estado. O jornal usou Boulos para manter sua imagem de imprensa imparcial, democrática, apesar de ter apoiado o golpe, como toda a imprensa capitalista. Tanto é assim que vencida uma parte decisiva do golpe, o impeachment, Boulos foi “demitido”.

A farsa é evidente e o alinhamento ideológico com o imperialismo mal disfarçado. No Brasil, se houvesse qualquer compromisso com a causa das mulheres a posição inevitável seria de denúncia do governo golpista.

Vale a pena repetir aqui ao menos uma fala do presidente usurpador no Dia Internacional das Mulheres. Ele que foi vice de uma presidenta, da primeira mulher que chegou ao cargo mais alto na política nacional, que antes de ser presidenta foi ministra da Casa Civil entre outras coisas, disse que a mulher tem importante participação na economia, ao verificar os preços do supermercado. Precisa de mais comentários?

Diante de tudo isso, em pleno golpe de Estado e com a ameaça a diversos direitos não deveria haver dúvidas sobre qual a política a ser levada adiante nesse momento pelo movimento de mulheres e outros setores oprimidos da sociedade.

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