Adultério em Curitiba: Sérgio Moro em nova relação Karnal

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O historiador Leandro Karnal confirma nesta semana o que dissemos dele na semana passada: é um homem de ideias fracas

Ao publicarmos a matéria “Leandro Karnal: A encarnação de Stálin” pretendíamos, apenas, mostrar a covardia da esquerda diante da truculência da direita. A direita, sempre que se vê obrigada a retratar alguma conquista do movimento operário ou do socialismo em geral, recorre a intelectuais de esquerda para pintar essas conquistas sobre um fundo sanguinário.

Hoje, quando celebramos 100 anos da Revolução Russa, a mais importante conquista da classe operária e dos povos oprimidos, a imprensa burguesa não faz outra coisa que reportar massacres, inventar genocídios e mencionar tiranos e ditadores.

Encontramos isso por todos os jornais. O que os jornais não dizem — e isso revela o quanto são desonestos — é que a Revolução Russa pôs termo a uma guerra insensata que vitimava pessoas aos milhares; que, durante os primeiros anos da Revolução, a mulher se emancipou na Rússia; que, nesses primeiros anos, mesmo com as fábricas paradas pela falta de insumos, devido à guerra civil, os operários continuavam a receber seus salários. O que ela não diz é que o analfabetismo foi erradicado em todas as repúblicas soviéticas. E, se continuarmos, poderíamos mencionar aqui inúmeras conquistas dos Estados operários nunca alcançadas pelos Estados capitalistas.

Mas os intelectuais são ressentidos. Quando tratam dessas conquistas o fazem timidamente, mas alardeiam aos brados os massacres, os gulagues, os períodos de fome. Falam da tempestade, mas não falam da bonança. Nós, por outro lado, como trotskistas, falamos das duas coisas, mas sabemos quando devemos falar de uma e quando devemos falar de outra. Sobretudo, agora, que muitas dessas conquistas estão para ser extintas, como jornada de trabalho compatível com as forças do ser humano, férias, 13º salário, fundo de garantia e aposentadoria.

Por isso, tratamos de comentar a matéria de Leandro Karnal no Estadão e a de Ruy Fausto, na Piauí. Mas, não esperávamos, em momento algum, que fosse causar tanta polêmica.

Karnal respondeu em sua página no Facebook.Disse que sempre foi atacado pela direita e que, agora, passava a ser atacado pela esquerda. Reagiu a nossa matéria de maneira extremamente defensiva. E, por fim, acomodou-se a uma explicação besta: “Sou defensor do Estado de Direito”. Belíssima justificativa para atacar a Revolução Russa. Para ele, não interessam as conquistas da Revolução, e muito menos, do Estado Soviético. Se, ali, houve alguém como Stálin, o demônio em pessoa, nenhum bem poderia ter sido feito.

Mas aquilo que ele chama de Estado de direito foi conquistado com muito mais sangue do que o sangue que ele afirma ter sido derramado por Stálin. A Revolução Francesa só foi possível graças ao capital acumulado pela burguesia mercantil, e esse capital provinha, sobretudo, do tráfico de escravos. E, depois, quando o nascimento da democracia é mencionado, quando o aniversário da Revolução Francesa é comemorado, que jornal, que intelectual contratado por ele fica concentrado no período do Terror?

E quanto aos Estados Unidos, sempre tratado como país mais democrático do mundo? Quantas vezes vemos mencionar a segregação racial, os massacres perpetrados no Oriente Médio, em nome da democracia? Essa democracia é muito mais sanguinária do que qualquer ditadura. E devemos a ela duas Grandes Guerras e dezenas de milhões de mortos.

E, quando Karnal escreve, a soldo do Estado de S. Paulo, sobre o aniversário da Revolução usando o mesmo argumento gasto da imprensa burguesa, logo desconfiamos de covardia. Mas não era só covardia, era infâmia. Todo aquele que se dobra diante dos argumentos das classes opressoras, que faz coro com ela, é porque é, ainda que no fundo, partidário das ideias dela. É ele, também, o opressor.

E, como o que é sólido desmancha no ar,a máscara do intelectual de esquerda rachou mostrando a verdadeira face daquele que a vestia. No sábado, o próprio Karnal mostrou uma foto sua em um jantar com Sérgio Moro, um dos principais articuladores do golpe de Estado no Brasil. Karnal mostrou o quanto, na verdade, é a favor do estado de direito.

E Karnal se justifica: “O mundo não é linear.” Grande descoberta. Se Olavo de Carvalho, por um lado, ainda pensa que o mundo seja plano, Karnal, o filósofo afirma que ele não é linear. Uma vez provado que não é linear, faltará inda provar que não é plano. E até chegarmos à conclusão de que possui volume, teremos de atravessar toda uma idade-média. E há ainda aqueles que acreditam que Leandro Karnal seja iluminado.

Quando Karnal reproduziu nossa matéria sobre ele, seus seguidores ficaram indignados conosco. Chamavam-no de Mestre, de meu querido Mestre. Babavam diante de sua sapiência. Excitavam-se com suas belas palavras. Mas, agora, depois de vê-lo ao lado de Sérgio Moro, abjuraram. Começou uma debandada. Todos os comentários, e eram milhares deles, repudiavam o Mestre. E o mestre correu para tirar a foto do ar.

O Mestre percebeu que o verdadeiro mestre não era ele. E, para continuar a desenvolver seus “projetos”, curvou-se diante daqueles que lhe pagam o soldo: a TV Cultura, de Geraldo Alkmin, a Bandeirantes, de Saad, e o Estadão, dos Mesquitas. Todos eles inimigos acirrados do estado de direito. Karnal era considerado por essa mesma imprensa como um dos que fazem a cabeça do brasileiro. Mas quem faz a cabeça de Karnal não são os livros que lê, as ideias que lhe inspiram filósofos e poetas. Quem faz a cabeça de Karnal é o Big Brother de George Orwell, aquele que tudo vê.

Karnal descobriu que não era ele o grande Mestre. Mudou de ideia, mudou de partido. Ele, agora, amava o Grande Irmão.

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