PSOL defende o MPF, mas o MPF não defende o PSOL

Compartilhar:

Ministério Público Federal abre ação contra o Partido, no Ri de Janeiro, e também pedir o indiciamento do Sindicato, de professores e de reitor do Colégio Pedro II, sob alegação de dano moral coletivo

Em uma verdadeira operação de “caça às bruxas”, o  Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) decidiu mover ação por improbidade administrativa contra o Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope), o Partido Socialismo e Liberdade – Rio de Janeiro (PSOL-RJ), o reitor do Colégio Pedro II, Oscar Halac, o professor do Colégio Pedro II e vereador, Tarcísio Motta de Carvalho, além de outros três professores e dois servidores do Colégio Pedro II.

A acusação do MPF é a de que os citados teriam cometido atos ilegais no interior, na unidade São Cristóvão II, daquela instituição de ensino, segundo denúncias de pais de alunos do Colégio.
Segundo os pais denunciantes,  “o Sindscope fundou um núcleo do PSOL dentro do colégio”, o que teria sido “comprovado durante a tramitação de procedimento administrativo” (Portal G1, 09?03?2017). Em clara perseguição política e eleitoral, o MPF-RJ também acusa  Partido de realizar propaganda eleitoral, nas eleições municipais em 2016, em favor do candidato a prefeito Marcelo Freixo e do professor Tarcísio Motta de Carvalho, eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro.
A ação visa claramente também atacar o Sindicato sob a acusação de que a entidade dos trabalhadores ocupa, irregularmente, dependências da escola, uma vez que supostamente “o contrato de cessão de espaço terminou em janeiro de 2016 sem que houvesse renovação” e ainda aciona o reitor de não ter tomado providências para reincorporar o espaço.
O MPF adota o espírito da política reacionária da “escola sem partido” que está em discussão nas casas legislativas do Rio, como em diversos estados e no Congresso Nacional, sem que sequer a mesma tenha se tornado lei em terra as cariocas.

Fica evidente o caráter persecutório e conservador da iniciativa do MPF que atua com verdadeira polícia política, como um DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) – órgão governamental utilizado na ditadura militar de 64 (e em outros períodos) para censurar e reprimir movimentos políticos e sociais de oposição ao regime.

A absurda ação do MPF propõe multas por dano moral coletivo ao Sindscope, ao PSOL, ao reitor e à diretora do sindicato, além da  e a condenação dos réus às penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/92), que entre outras sanções prevê “perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de 5 (cinco) a 8 (oito) anos”.

O ataque, que deve ser amplamente repudiado por todo o movimento operário e estudantil, evidencia para que serve a política de defesa do fortalecimento do Ministério Público, que tem no PSOL um dos seus mais ardorosos defensores e que vem servindo ao fortalecimento da ditadura do Judiciário e sua atuação contra os direitos democráticos  de toda a população e, principalmente, contra os trabalhadores e sua organizações, os partidos de esquerda etc.

Para o PSOL este fortalecimento serviria ao fortalecimento do “combate à corrupção” e outras causas “moralizadoras” defendidas pela direita.

O PSOL apoiou e apoia  fortalecimento do MPF e suas ações arbitrárias contra o PT – na vã expectativa de que a perseguição aos petistas lhe renda ganhos eleitorais – mas o MPF-RJ está mostrando que sua ação reacionária e de perseguição política à organização política e sindical dos trabalhadores não se detém nos limites do partido do ex-presidente Lula e de seus aliados mais próximos.

O PSOL está provando do seu próprio veneno, vítima de suas tolas ilusões, pois o PSOL defende o MPF, mas o MPF não está disposto a defender o PSOL e os direitos democráticos dos trabalhadores e da juventude.

artigo Anterior

A greve nacional da Educação e a luta contra o golpe

Próximo artigo

Polícia reprime manifestantes na Coréia do Sul

Leia mais

Deixe uma resposta