O “combate” ao “caixa 2” como pretexto para acabar com os partidos e intensificar a ditadura golpista

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Em uma situação de aguda crise do regime golpista que fracassa em debelar a crise econômica, impulsiona recordes de desemprego e o aunei da miséria nacional e estipular á ameaçado de não conseguir emplacar a sua destruidora “reforma” da Previdência no Congresso Nacional, diante da revolta contra a liquidação das aposentadorias,  “super” poder do regime golpista, o judiciário, está colocando em marcha uma clara perseguição aos partidos políticos, sob os mais variados pretextos.

Obviamente que os maiores e principais alvos imediatos são – como há muito – os partidos que se opõem ao golpe (come se dá com o PT e o PCO) mas a perseguição avança cada vez mais contra  PMDB e outros que representam ameaças – ainda que limitadas – às mudanças defendidas pelos golpistas.

Fica claro que querem impor um controle ainda maior do poder mais reacionário do regime crise, que não precisa precisa do voto popular sobre as instituições representativas do regime pseudo democrático que vigora no País.

Mostram clara disposição de lançar mão do excesso de força e arbitrariedade do judiciário para conter a  rejeição dentro do PMDM e de outros partidos das propostas de liquidação total dos direitos trabalhistas e de destruição da economia nacional em favor dos tubarões internacionais.

Como não conseguem, nem mesmo com base em intensa chantagem, impor um “consenso” nas instituições políticas, principalmente daquelas que representam diretamente os atingidos pelas medidas (como a CUT, PT, principais sindicatos) ou até mesmo indiretamente (partidos, congressos), para impor as reformas, mostra clara disposição de atacar e até colocar na ilegalidade essas organizações e o próprio regime democrático de fachada.

O ataque as partidos é parte da política de cassar todo tip de manifestação política contra o regime, e se soma à tentativa de impedir a manifestação populares em todos os terrenos: política, carnaval, futebol, arte etc.

Trata-se do maior cretinismo político e jurídico, usar o modus operandi do regime democrático burguês,  financiamento dos partidos da burguesia pelos grandes capitalistas (seus verdadeiros donos) como pretexto para impor uma clara perseguição, limitação e até cassação dos direitos de políticos e dos próprios partidos. É claro que tanto os “caixa 1” como o “caixa 2” são parte do esquema de compra e controle dos partidos para atuarem como “escritórios de advocacia” dos interesses patronais contra os da maioria da população. O judiciário golpista já deu provas à exaustão de que não tem a menor condição (nem intenção) de atuar como órgão subordinado à Lei (que favorece o esquema empresarial) e que está à serviço dos interesses dos donos do golpe, o grande capital internacional, o imperialismo.

O ataque aos partidos, inclusive os partidos burgueses, é parte da ofensiva ditatorial – sendo defendido, entre outros, por aqueles que defendem a intervenção militar – e precisa der denunciado e enfrentado com tal.

A situação evidencia que o regime caminha, cada vez mais, para uma ditadura, que só pode ser barrada por meio da mobilização popular, nas ruas;na luta contra o golpe e sua ofensiva contra os trabalhadores e a economia nacional.

 

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