Golpistas fecham agências dos Correios para favorecer franquias

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O governo golpista de Michel Temer anunciou, através do presidente dos Correios, Guilherme Campos do PSD (Partido Social Democrata), que irá fechar mais de 250 agências dos Correios no País inteiro.

Com o argumento falso de que a ECT está passando por uma crise financeira, os golpistas estão dilapidando o patrimônio dos Correios para facilitar que os capitalistas possam se apoderar das atividades postais e da própria empresa.

O próprio Temer, antes de assumir a presidência do país através de um golpe de estado, defendia os interesses das agências franquiadas nos Correios, inclusive indicando o diretor regional dos correios de São Paulo.

Nos anos 90, o governo de Sarney, através então Ministro das Comunicações Antônio Carlos Magalhães, aprovou a criação de franquias no Brasil alegando que os Correios não conseguiam suprir a necessidade da população usuária dos Correios com as agências próprias da empresa.

Passado 30 anos e sem sequer ter aumentado de forma significativa o número de agências dos Correios no Brasil, os golpistas que estão no governo federal, querem fazer os trabalhadores dos ECT e a população usuário dos Correios de que existe um excedente de agências dos Correios.

No entanto, a verdade é que estão fechando agências para facilitar a capitação de grandes clientes dos Correios pelas agências franquiadas. Também tem o objetivo de reduzir gastos com a operação da ECT para tornar mais atraente a ECT para os capitalistas que podem comprar as ações da empresa.

Os golpistas fizeram o mesmo com as agências do Banco do Brasil, onde fecharam as agências e reduziram os salários dos bancários que recebiam gratificações de gerência.

Diante do desmonte dos Correios, visando à privatização da empresa, os trabalhadores dos Correios devem se mobilizar e se juntar ao movimento de luta contra o golpe no país, para por um breque em todas essas medidas privatizantes dos golpistas.

É necessários estatizar as agências franquiadas, que já somam mais de 1000 agências, onde as postagens feitas são na sua maioria sonegada para não repassar os seus percentuais  a ECT.

No lugar das agências franquiadas é necessário a abertura de agências próprias dos Correios, mantendo os trabalhadores que estão empregados nessas franquias, com os mesmos direitos dos atendentes das agências dos Correios.  

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