Dória comprova que direita é burra e inimiga da cultura

Compartilhar:

Em pouco mais de dois meses de gestão o novo prefeito de São Paulo, o milionário, João Dória, ou “Dólar” para os mais populares está acabando com a cidade de São Paulo em vários setores. A lista de destruição da cidade é grande e já começou.

Já restringiu o acesso aos idosos no transporte popular, aumentou o valor do bilhete único mensal, inúmeros ataques à saúde pública com cortes no fornecimento de remédios nas farmácias populares, corte no serviço de distribuição de leite para crianças e está colocando em liquidação praticamente metade da cidade de São Paulo para o setor privado, Autódromo de Interlagos, Parque do Ibirapuera e Ciclovias estão entre os bens públicos que serão privatizados pelo prefeito do PSDB.

Mas em relação à cultura, o tema desta coluna, Dória está fazendo um ataque de grandes proporções. Em menos de um mês de gestão já anunciou que vai privatizar a enorme rede de bibliotecas públicas da cidade de São Paulo. Ele quer passar para a mão das chamadas Organizações Sociais (OS), lê-se capitalistas interessados em lucrar, mais de 100 bibliotecas. Ao todo são 107 bibliotecas entre temáticas, bibliotecas centrais, de bairro, ônibus biblioteca e bosque de leitura. É uma rede que recebe cerca de quatro milhões de consultas por mês. Emprestam livros gratuitamente. O Centro Cultural São Paulo, um dos mais populares da cidade, também está na mira do prefeito privatizador. O resultado será a demissão em massa de servidores, o sucateamento do serviço público, a restrição popular aos eventos com a instauração de taxas para empréstimos de livros, a cobrança abusiva de ingressos e por aí vai. Claro que tudo sob a fachada das OS que em tese não podem lucrar com o serviço, mas que na prática são empresas privadas ganhando dinheiro público para administrar serviços que a prefeitura deveria gerir, ou seja, repasse de dinheiro para empresários.

Por trás do falso projeto demagogo da “Cidade Linda”, Dória quer calar a cidade. A primeira medida foi a censura e proibição das pichações e grafites na cidade pintando de cinza todas as manifestações públicas em muros e fachadas. A perseguição aos pichadores ainda resultou em repressão violenta por meio da Polícia Militar, prisões e multas abusivas.

Outro projeto de João “Escória” é acabar com o carnaval de rua da cidade. Neste ano já cortou verba para os blocos e escolas de Samba e instaurou uma série de medidas restritivas para a realização do carnaval limitando a maior festa popular do País às 8h da noite em pleno feriado. Também usou da força policial para reprimir foliões. E promete acabar, de início, com o blocos de rua no bairro da Vila Madalena e demais bairros residenciais. Dória quer censurar qualquer manifestação popular, pois sabe que não tem popularidade alguma diante do povo. Basta ver as inúmeras manifestações durante o carnaval contra Dória a e a direita golpista. Foram compostas várias marchinhas contra o prefeito e contra o golpe e milhares de foliões se fantasiaram protestando também.

A política de Dória atacando diretamente a área cultural da maior cidade do Brasil em uma escala nestas proporções comprova que ele não tem interesse algum em desenvolver e popularizar a cultura na cidade. Esta política é o retrato do que é a direita golpista nacional. É uma direita ignorante que não conhece e não aprecia cultura e não tem nenhum interesse em investir nesta área. Não é por acaso que os artistas de todas as áreas são um importante polo de resistência ao golpe de estado no Brasil.

A direita quer deixar a população na miséria mais completa, sem direitos sociais, direitos trabalhistas, serviços públicos básicos como saúde e transporte e ainda quer renegar a dezenas de milhões de pessoas o direito à cultura e educação. É preciso impedir o avanço do golpe e a destruição de todos estes bens conquistados.

artigo Anterior

Adquira a nova edição da revista Mulheres

Próximo artigo

A lei contra Lula

Leia mais

Deixe uma resposta