As 10 medidas contra a corrupção são corruptas

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As supostas mais de duas milhões de assinaturas no Projeto de Lei de Iniciativa Popular 4.850/16 – entregues ao Congresso Nacional, por ocasião da campanha das “10 medidas contra a corrupção”, são suspeitas de terem sido coletadas de forma fraudulentas. É o que diz o próprio STF golpista.

Mesmo assim, uma coisa é certa. As citadas medidas, ancoradas pela Lava Jato, e cujo ideólogo é ninguém menos que Deltan Dallagnol, um capacho do imperialismo, teriam que ser “acolhidas” pelo Congresso de qualquer forma, inclusive, por fraude.

Oriunda do Ministério Público Federal, com o pano de fundo de aprimorar a legislação no combate à corrupção, mas cujo verdadeiro objetivo é atacar ainda mais o conjunto da população brasileira com a força da lei passando por cima de direitos democráticos, “as 10 medidas contra a corrupção” tiveram nos Estados de São Paulo e Paraná o maior número de coletas de assinaturas, respectivamente, 479.564 e 308.806 fichas preenchidas, se considerarmos verdadeiras as assinaturas.

Alguma coincidência?

A suspeita de fraude nas coletas das duas milhões de assinaturas se dá a partir da disposição da Câmara em conferir cada uma delas, através de uma checagem formal,  bem como pelas suspeitas aos projetos de iniciativa popular, levantada por Gilmar Mendes, quando da participação de uma audiência no Senado, ano passado,“não vamos canonizar iniciativas populares”.

Outro aspecto que induz a não se acreditar em coincidências é o fato de a Lava Jato ter contratado uma agência de propaganda do Paraná, a Opusmúltipla, para acelerar a tramitação da mencionada lei.

Se se tomar como exemplos o que foi o mensalão, o impeachment de Dilma, dentre tantas incursões do imperialismo para viabilizar o golpe, essa fraude na coleta das assinaturas das “10 medidas contra a corrupção” é café pequeno.

Contra os métodos fraudulentos e repressivos da direita, para dar suporte ao golpe, é preciso uma ampla e dura mobilização dos trabalhadores, inclusive, pressionando a Câmara e o Senado a recusarem as dez medidas truculentas do Judiciário golpista.

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