Juiz ordena prisão de ex-presidente do Peru por caso Odebrecht

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Nesta quinta-feira (9), o juiz Richard Concepción, titular do Primeiro Tribunal de Investigação Preparatória da Sala Penal Nacional, aceitou o pedido de prisão preventiva do ex-presidente do Peru Alejandro Toledo. O pedido tinha sido feito pelo promotor Hamilton Castro, que acusa o ex-presidente de tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Alejandro toledo está sendo acusado de receber US$ 20 milhões da Odebrecht para favorecer a empreiteira brasileira na licitação da construção da estrada Interoceânica Sul, rodovia que liga o Brasil e o Peru.

O ex-presidente teve prisão preventiva de 18 meses decretada por não residir no Peru. Atualmente, Toledo trabalha como pesquisador em Stanford, universidade norte-americana, e estaria em viagem pela Europa. Segundo a acusação, Toledo teria um “testa de ferro” para receber o dinheiro. Trata-se de Josef Maiman, amigo do presidente que tem empresas na Inglaterra, por meio das quais teria recebido o dinheiro. Três governos estão implicados nas denúncias relativas à Odebrecht, Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016). O advogado do ex-presidente Toledo, Paolo Aldea, afirma que seu cliente está sendo perseguido e não estaria tendo seus direitos respeitados.

Há uma campanha que atinge a Odebrecht em toda a América Latina e na África. É uma continuação da campanha contra a burguesia nacional brasileira, alvo do golpe pró-imperialista no Brasil. É como parte dessa campanha que o Departamento de Justiça dos EUA está atingindo a empresa em vários países. Enquanto isso, a burguesia nacional, que em grande parte apoiou o golpe, esperneia nos jornais burgueses do Brasil pela destruição econômica que os golpistas estão provocando.

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