Mulheres: derrotar a reforma da previdência e muito mais

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Deputadas e senadoras de esquerda, a exatamente um mês para acontecer o dia internacional de luta das mulheres, realizaram nesta quarta-feira (8) um evento parlamentar contra a reforma da Previdência, que tramita na Câmara.

Um dos pontos denunciados pelas parlamentares é o fim da diferença de idade entre homens e mulheres para se aposentarem e o fim da aposentadoria especial de professores. Foram repudiados os argumentos grotescos dos golpistas de que as mulheres vivem sete anos a mais que os homens e de que as diferenças salariais estariam diminuindo.

A iniciativa de reunir mulheres para debater e denunciar este brutal ataque é muito importante, porém é insuficiente ficar apenas no tema aposentadoria e no âmbito parlamentar num momento em que estamos em meio a um golpe de Estado.

No Congresso também há o famigerado estatuto do nascituro, que proíbe o aborto até em caso de estupro e ainda permite o estuprador registrar a criança e visitá-la, um ataque frontal ao direito de escolha da mulher e da sua dignidade.

Os golpistas depois de afastarem a presidenta Dilma Rousseff, estão a todo vapor levando a política direitista de acabar com a saúde pública, que atinge em primeiro lugar as mulheres operárias, pois é o lugar primordial para terem os seus filhos.

Devemos destacar o intuito de acabar com as creches, com as escolas públicas, imaginemos as mães tendo de pagar creche, vagas nas escolas, um atentado a educação das crianças que cresceram sem saber ler e escrever por falta de dinheiro dos pais.

A lista de ataques às mulheres é quilométrica. Vai de acabar com licença maternidade até a falta de higiene nos presídios. Resumidamente a direita que jogar a mulher para dentro das suas casas e servirem de escravas para os maridos e filhos.

Nesse sentido, lutar apenas contra a reforma da previdência é inócuo, não se trata apenas de colocar a luta contra medidas parciais e sim lutar contra o golpe de Estado e a direita, pois sem derrotar o golpe, não só as mulheres não se aposentarão, como não terão emprego e nenhuma  condição de desenvolvimento cultural e social.

É preciso nesse momento organizar a luta das mulheres e aproveitar o 8 de março para inflamar uma campanha contra o golpe, levando em conjunto a palavra de ordem pela anulação do impeachment, criando comitês de luta com aquelas que realmente querem lutar contra a direita golpista.

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