Latifundiários tem o apoio dos golpistas, os trabalhadores não

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Evandro Morello, assessor da Secretaria de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), afirmou em entrevista recente que “o jovem tem de ser muito herói para permanecer no campo e manter-se no processo produtivo da agricultura”.

Afirmação feita diante do problema da PEC 287, também conhecida como PEC da reforma da previdência, que é mais uma afronta ao trabalhador brasileiro, mais precisamente contra o trabalhador do campo. A agricultura familiar no Brasil é responsável por mais de 70% da produção nacional de alimentos.

O trabalhador do campo é que é o verdadeiro produtor do alimento que chega às residências do país. Com essa medida criminosa o governo golpista quer entregar da produção de alimentos ao latifundiário e aos grandes grupos que atuam na produção de alimentos e pesticidas. Uma prática agrícola que agride o campo, empobrece a terra e gera desemprego.

Inevitavelmente com as dificuldades sendo elevadas e a perspectiva da garantia dos direitos sendo retiradas, é de se confirmar um processo acentuado do êxodo do campo para a cidade, e não é difícil enxergar a elevação do desemprego no país.

Com o aumento da concentração de homens e mulheres nas capitais, sem formação, sem qualificação profissional adequada, sem empregos, uma vez que a indústria e o campo não conseguem manter os que ainda estão contratados ou vivendo da produção de alimentos, a tendência é o aumento dos índices de violência e descontrole social, é daí que vem o “caos”.

A vida no campo é uma vida de luta desde muito cedo. Em média aos 13 ou 14 anos meninos e meninas já fazem parte da rotina diária na produção de alimentos e criação de animais. A maneira como está colocado o “novo” modelo de previdência não leva em consideração o fato que a lida no campo é diferenciada e exige uma adaptação para as suas regras previdenciárias, assim como já acontece.

Exigir que Homens e Mulheres do campam trabalhem até os 65 anos, é impor um regime de escravidão para esses trabalhadores. A classe trabalhadora não pode se colocar a reboque dessas mentiras, é necessário um esforço conjunto da classe operária e dos trabalhadores do campo para barrar mais esse retrocesso que querem nos impor e derrotar o golpe de conjunto.

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