“Exacerbação do direito de defesa” ou como se chega aos massacres nos presídios

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A Operação Lava Jato, através de seus representantes, como o procurador da república Deltan Dallagnol, defende abertamente o fim dos direitos democráticos da população para que sejam levados adiante os objetivos dos golpistas.

Esse mesmo procurador acabou de lançar um livro, supostamente jurídico, no qual qualifica  os direitos da defesa de “hipergarantismo”, e defende a valorização de provas indiretas, indícios ou presunções. Quer dizer, o Procurador da Lava Jato defende a constituição de processo e sentença sem prova alguma.

É em razão desse vasto conhecimento jurídico que pérolas como o powerpoint acusador de Lula vieram a público. No livro publicado pelo procurador, o mesmo cita, ainda, para dar fundamentação ao seu raciocínio, Gilmar Mendes e o próprio Juiz Sérgio Moro, que acabou de ser vaiado nos Estados Unidos por conta de sua posição no golpe de Estado brasileiro.

Essa “orientação” jurídica, a condenação sem provas, não é uma inovação dos golpistas brasileiros, mas foi usada pelos nazistas, pela perseguição stalinista aos trotskistas, pela ditadura militar brasileira e, especialmente, pelo governo norte-americano, a verdadeira escola da condenação sem provas.

Os EUA condenam um país inteiro sem provas. Por isso a devastação completa nos países do Oriente Médio, as invasões militares, os golpes de estado, as bombas, os testes militares na população de outros países, as prisões norte-americanas fora dos EUA, como é o caso de Guantánamo.

É uma maneira simples de perseguir os opositores políticos, basta acusar alguém de determinado crime, ou inventar algum crime novo, sem que exista qualquer prova, e argumentar como prova que existe “convicção” da existência de crime, e a necessidade de prisão.

Os levantes que aconteceram no começo do ano nas prisões são resultados diretos do que defende o procurador. A política do sistema penal e da justiça penal, a começar pela ação da PM, é justamente a convicção de que o negro e o pobre são criminosos.

Na verdade, a Lava Jato, Dallagnol, Moro e toda a trupe são os defensores e instigadores do que aconteceu nos presídios brasileiros neste início de ano, onde centenas de pessoas foram brutalmente assassinadas como resultado da política penitenciária e judicial defendida pelos golpistas.

Esses supostos juristas parecem saídos da Idade Média, por isso o resultado de suas ações se assemelham à inquisição, por isso o resultado é a violência e brutalidade covarde.

Está na conta de Sérgio Moro e os demais golpistas do Judiciário e do Ministério Público as mortes ocorridas nos presídios brasileiros. É deles a responsabilidade de cada assassinato nas penitenciárias. Deles e dos golpistas do Executivo e do Poder Legislativo.

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