Lutar contra o golpe está na ordem do dia

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Os golpistas conduziram o País a uma situação de total instabilidade.

Tudo indica que a burguesia pode perder o controle da situação com facilidade, levando o país a uma crise econômica ou a uma nova e mais aguda crise política, como a crise nos presídios que estourou no último mês.

De outro lado estão a situação do movimento operário, a crise no interior do PT e a tendência ao deslocamento à esquerda de setores da burocracia sindical da CUT.

Esse panorama é completado pela crise no interior da esquerda pequeno-burguesa, cuja política levou a uma profunda desmoralização.

A  luta contra o golpe vive uma contradição: está apoiada hoje em uma camada de ativistas, militantes e sindicalistas, enquanto que a classe operária ainda está paralisada. Isso não significa, no entanto, que a classe operária não venha a intervir, pelo contrário. Trata-se apenas de um dado da situação tal como ela está.

As contradições econômicas do regime golpista, o desemprego e a ameaça de demissões em massa podem forçar a classe operária a ultrapassar a barreira que opõe empregados e desempregados em condições “normais”. A classe operária pode estar prestes a entrar em cena e, uma vez que o faça, tornar-se-á protagonista de imediato.

Tudo isso reforça a orientação política do nosso Partido: a luta contra o golpe está no centro da situação política. Deve ser conduzida e aprofundada na atual etapa pelas palavras-de-ordem de anulação do impeachment, contra a liquidação da CLT, o fim das aposentadorias e toda legislação reacionária, e contra a entrega da Petrobrás, em defesa do petróleo 100% estatal. A campanha deve levantar ainda a luta contra prisão de Lula, denunciando o aprofundamento da operação golpista em marcha e o ataque que isso significa a todo o movimento operário e à esquerda.

No esforço para conduzir essa campanha mais amplamente, envolvendo todos aqueles que queiram lutar, nosso Partido impulsiona há meses a luta pela criação de comitês de luta contra o golpe de Estado em todo o País.

Essa campanha precisa se desenvolver com a criação de novos comitês, ser alimentada com materiais e atividades (debates, atos, panfletagens etc.) e se espalhar pelas regiões operárias, nas indústrias e nos bairros operários. São tarefas decisivas diante do aprofundamento da crise política dos golpistas e devem ser levadas adiante por nosso partido e seus militantes, com toda força.

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