O muro de Trump e o cinismo do imperialismo

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O imperialismo esta? acostumado a erguer muros pelo mundo. Cinicamente acusavam o “comunismo” pelo muro erguido pela pressa?o imperialista em Berlim. Em Israel, erguem muros para isolar a populac?a?o que habitava o pai?s antes da invasa?o sionista. Nos EUA, um muro construi?do por Bill Clinton separa o pai?s do Me?xico em parte da fronteira. Agora, o novo presidente, Donald Trump, anunciou que completara? a obra de Clinton. Na quarta-feira (25), Trump assinou um decreto determinado o ini?cio da construc?a?o de um muro na fronteira para separar os dois pai?ses.

O muro foi uma das primeiras promessas de Trump quando ainda era pre?-candidato pelo partido Republicano. Em 15 de junho de 2015, quando anunciou que concorreria, Trump afirmou que construiria um muro para evitar a entrada de “estupradores” e “traficantes”. Uma campanha xenofo?bica que responsabilizava os imigrantes pela viole?ncia e pelo desemprego.

Trump tambe?m havia prometido que faria o Me?xico pagar pelo muro, e pretende cumprir tambe?m essa promessa. A Casa Branca anunciou que ira? taxar produtos mexicanos em 20%, para gerar ate? US$ 10 bilho?es por ano e de fato pagar pelo muro. O presidente do Me?xico, Pen?a Nieto, fez um pronunciamento na TV na quarta-feira a? noite dizendo que na?o pagaria pelo muro. O presidente do Me?xico, no entanto, e? ligado ao imperialismo e chegou a vender a Pemex, petroleira estatizada de?cadas antes pela revoluc?a?o mexicana, para empresas estrangeiras.
Submisso ao imperialismo, Pen?a Nieto na?o tem condic?o?es de apresentar nenhuma alternativa poli?tica para seu pai?s e pagara? pelo muro por meio da poli?tica de Trump. O presidente mexicano cancelou uma reunia?o que teria com Trump no dia 30, ao que Trump respondeu dizendo que esse encontro “na?o daria frutos”.

A poli?tica relativa aos imigrantes adotada por Trump na?o e? essencialmente diferente da poli?tica dos governos anteriores. Clinton ja? construiu um muro, e ningue?m deportou mais do que Barack Obama, que acaba de deixar o cargo. E antes de erguerem muros, com todo seu impacto simbo?lico, os EUA ja? adotavam uma se?rie de medidas para controlar a entrada de estrangeiros e dificultar suas vidas em territo?rio norte-americano.

A imprensa burguesa procura apresentar Trump como um bode expiato?rio para redimir as atrocidades anteriores e alimentar a campanha contra Trump preparada pelos principais setores da burguesia imperialista dos EUA. Uma campanha que expo?e a profundidade da crise do regime imperialista, que alimenta uma campanha contra seu pro?prio presidente.

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