No ano do golpe de Estado, banqueiros se sentem à vontade para atacar o emprego dos bancários

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Ricardo Machado

Não podemos esquecer que quem está à frente do setor da economia nacional do governo golpista de Michel Temer são dois representantes dos banqueiros nacionais e internacionais, Henrique Meirelles, Ministro da Fazenda e Ilan Godlfajn, presidente do Banco Central, e que os banqueiros representados pela Fenaban junto com a Fiesp, Firjan, CNI, etc. são financiadores do golpes de Estado. Nesse sentido, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff os banqueiros vêm se sentindo à vontade para adotar a política de aprofundamento dos ataques às condições de vida dos trabalhadores bancários e da população para manter o lucro de um punhado de parasitas.

Dados da análise feita pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) coletados junto ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho constata qual a política dos golpistas para a categoria bancária: 11.525 trabalhadores das instituições financeiras foram colocados no olho da rua até novembro de 2016. Isso sem levar em consideração os 9.400 bancários do Banco do Brasil que foram desligados da empresa no final do ano através da famigerada política de PEAI (Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada), que todo mundo sabe que incentivada não tem nada, há uma verdadeira pressão exercida sob esses elegíveis para que se afastem do emprego; no começo de 2017 já foi anunciado que a Caixa Econômica Federal pretende fechar 10 mil postos de serviços.

A política de demissões na categoria bancária feita pelos banqueiros é tradicional, ao longo dos anos são milhares de trabalhadores que perdem os seus empregos. Tal política nada mais é do que aumentar cada vez mais a exploração dos trabalhadores por meio das demissões para impor a toda a categoria o arrocho salarial, aumentando os lucros dos banqueiros. A estratégia é descartar os trabalhadores com mais de 15 anos que ganham um salário médio em torno de R$ 4.900,00 para admitir novos funcionários com uma média que gira em torno de R$ 2.500,00.

É esta política econômica dos golpistas, implantar um profundo plano de austeridade que visa a um violento ataque às precárias condições de vida das massas e que afeta diretamente a categoria bancária, que além de sofrer com as milhares de demissões, arrocho salarial, assédio moral, sucateamento das condições de trabalho etc. terão os seus direitos, conquistados através de um século de lutas, ameaçados como ao fim da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), as terceirizações indiscriminadas, privatização das estatais, aposentadoria aos 65 anos para homens e mulheres, prevalência do negociado sobre o legislado etc., e tudo isso por que querem transformar os trabalhadores em escravos.

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