Mobilizar em todo o País contra o aumento das passagens

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Em vários estados brasileiros já vigora o reajuste nas tarifas dos transportes públicos, em alguns casos, como o de Brasília, o aumento foi de até 25%

A direita golpista que dirige a maioria dos municípios brasileiros, ainda mais depois das eleições golpistas de outubro passado,  anunciou recentemente o reajuste nas tarifas dos transportes públicos fazendo que os trabalhadores e a população paguem mais uma vez pela crise dos capitalistas.

A média do reajuste chega a 20%; cidades como Campinas, Florianópolis foram reajustadas as tarifas em 11%, em Brasília o reajuste chega a 25%, em São Paulo o prefeito almofadinha, João Dória – que havia prometido manter as tarifas congeladas – aumentou em até 25% as tarifas do transporte, em uma manipulação conjunta com o governo estadual de Geraldo Alckmim (também do PSDB), na qual o preço da passagem unitária permanece o mesmo na maioria das linhas da Capital, mas o reajuste é feito nos bilhetes coletivos e de integração, mais usados pelos trabalhadores.

O aumento das passagens é um ataque duríssimo a já precária condição de vida de toda a população, em especial a classe trabalhadora e a juventude que depende do transporte público para se locomoverem ao trabalho, às escolas, universidades e a outras localidades na cidade. Os aumentos têm como finalidade esfolar ainda mais a população para satisfazer os apetites de meia dúzia de parasitas capitalistas que detém o monopólio dos transportes.

É isso que está por trás do golpe: um ataque sem precedentes aos direitos dos trabalhadores e da população que avança estratosfericamente através de medidas na tentativa de salvar os capitalistas em crise.

A imprensa capitalista – voz da direita golpista – faz a campanha mentirosa para “justificar” mais esse assalto: de que há na política do passe livre um grande número de fraudes nos cadastro e aumento dos gastos. Tal política coloca abaixo todas as formas de auxílio à população mais pobre, ainda que de forma limitada o passe livre beneficie estudantes da rede pública e alguns estudantes de baixa renda das escolas privadas.

Além disso, os capitalistas e os seus governos pretendem acabar com a gratuidade para trabalhadores maiores de 60 anos de idade e estudam a possibilidade de elevar para 65 anos a idade mínima para se conseguir a gratuidade.

O aumento das tarifas dos transportes públicos faz parte da política da direita golpista que visa destruir os direitos dos trabalhadores, conquistados através de mais de um século de lutas, e é mais uma medida dentre tantas outras de ataque aos explorados na tentativa de salvar os capitalistas da crise, ou seja, uma política duríssima para a salvação dos grandes monopólios e esse plano de salvação tem que ser feito à custa de um ataque profundo generalizado, contra as massas populares contra os trabalhadores, etc.

Esse ataque precisa ser enfrentado com uma ampla mobilização, que deve se desdobrar também em uma luta geral contra o conjunto dos ataques dos golpistas (reformas trabalhista, da Previdência, demissões etc.) e contra o próprio golpeie Estado uma vez que as lutas isoladas, como ficou demonstrado no caso da PEC 55, aprovada pelo congresso reacionário, não são capazes d impor uma derrota à ofensiva em curso. Só por meio de uma ampla mobilização que será possível reverter a situação defensiva presente (e justificada) entre os operários, por conta da crise e do desemprego que vem crescendo; criar organizações de base para a mobilização, como os comitês de luta contra o golpe e pela anulação do impeachment e – por meio de um intenso trabalho de agitação e propaganda entre os explorados, mobilizar nas ruas e convocar a greve geral e outras medidas ativas de luta, contra o aumento das tarifas dos transportes públicos e a sua total estatização sob o controle dos trabalhadores.

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