Estadão golpista esperneia com fracasso do golpe na Venezuela

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A Venezuela tem preservado em alguma medida sua soberania diante de uma campanha golpista impulsionada pelo imperialismo para colocar seus fantoches no poder. O presidente Nicolás Maduro, e Hugo Chávez antes dele, tem enfrentado com sucesso até o momento a implacável campanha da direita para derrubá-lo. Esse fato deixa os barões da imprensa brasileira, que derrubaram o governo do PT com uma campanha fraudulenta, inconformados.

Nesta quarta-feira (11), o Estado de S. Paulo, um dos principais jornais golpistas no Brasil, publicou um editorial para atacar o governo venezuelano, sob o título A Venezuela sem máscara. Esse acontecimento não é uma novidade, a imprensa burguesa nacional reproduz permanentemente a campanha montada pelo imperialismo contra a Venezuela. A novidade é a acusação do Estado contra Maduro: o governo venezuelano teria dado um “golpe” ao repelir o golpe dos capachos dos EUA.

Segundo o Estadão, mais uma vez reproduzindo a ladainha da direita golpista venezuelana, Maduro estaria dando um golpe ao ignorar a decisão da Assembleia Nacional (AN) de declarar seu cargo vago. O jornal golpista afirma que a Constituição da Venezuela diria que Maduro teria que abandonar seu cargo pelo fato de os parlamentares golpistas terem decidido isso. Na verdade, não há nada na Constituição venezuelana que permita que os parlamentares façam isso pelas razões que eles apresentaram. Como a direita fez no Brasil, em Honduras e no Paraguai, a direita venezuelana decidiu dar um golpe interpretando a lei de qualquer jeito para dar cobertura a um golpe.

O problema para os golpistas lacaios do imperialismo é que na Venezuela o Judiciário não está dominado por agentes direitistas a serviço de interesses estrangeiros. Fato que o Estado lamenta com as seguintes palavras: “O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), dominado pelo chavismo, anulou a decisão da Assembleia. O que já era previsto, porque, com a exceção da Assembleia, o regime controla com mão forte todas as demais instituições.” Em português, o que isso significa é que a direita não aparelhou, pelo menos até agora, as instituições venezuelanas, e por isso o Estado esperneia.

O jornal da burguesia também acusa Maduro de criar um Comitê Antigolpe, medida pela qual o presidente venezuelano só merece elogios. Que a direita golpista a serviço do imperialismo reclame é compreensível. Na conclusão, o jornal afirma que a Venezuela viveria uma crise por causa do governo, ignorando convenientemente a guerra econômica da direita, e dizendo que “o drama vivido pelos venezuelanos (…) se depender de Maduro, vai continuar”. Isso poderia dar a falsa impressão de que o jornal se importa com os venezuelanos e seus dramas. Lembremos o que dizia o cartaz que Fernão Mesquita, sócio do Estado e membro da família que comanda o jornal, ostentou durante um dos coxinhatos golpistas: “Foda-se a Venezuela”. Essa é a verdadeira opinião de um jornal burguês que apoia o golpe contra a Venezuela e seu povo.

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