Derrotar o golpe, para barrar as “reformas” que tem as mulheres como maiores vítimas

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O governo golpista de Michel Temer enviou e está tramitando no Congresso Nacional o projeto de reforma da Previdência que pretende alterar princípios básicos da seguridade social no País, alterando a Constituição.

Hoje existe o fator previdenciário e outros elementos que modificaram para pior o sistema, mas no geral a aposentadoria está prevista para os homens aos 65 anos de idade e as mulheres aos 60, desde que tenham contribuído por pelo menos 15 anos, já com a reforma o minímo será 25.

Considerando o tempo de contribuição para aposentadoria os homens precisam ter 35 anos de contribuição e as mulheres 30 anos, a proposta dos golpistas iguala aumenta e iguala o tempo para homens e mulheres.

Em todos os casos as mudanças que os golpistas pretendem realizar são todas drásticas, uma em particular chama nossa atenção por atingir diretamente as mulheres: a tentativa de definir a mesma idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres, 65 anos, com 49 anos de contribuições.

As condições para as mulheres não são iguais. Conforme os dados do IBGE [em 2003], 55% da população com mais de 60 anos é do sexo feminino e 54,6% das mulheres entre 65 e 70 anos não têm companheiro. Além disso, as mulheres são responsáveis por 41% dos domicílios brasileiros chefiados por aposentados e pensionistas. Dessa forma, as estatísticas mostram que grande parte das mulheres deve chegar à idade avançada sem companheiros e com o encargo de cuidar de sua família e, neste momento, é fundamental que elas estejam amparadas pela Previdência. Para os golpistas, preocupados em atender aos interesses dos bancos e outros tubarões capitalistas, isto não tem a menor importância.

As mulheres tem dupla jornada além do trabalho,  também estáo ocupada com os cuidados do lar, da maternidade, cuidado com idosos e doentes da família, e todo tipo de atividade doméstica. .Mas para eles, quanto pior para a população explorada, de maioria felina, melhor

As mudanças previstas pelos golpistas para a seguridade, a previdência social, são um brutal ataque aos direitos das mulheres.

A direita e o imperialismo estão atacando duramente as mulheres trabalhadoras. Esse deve ser o tema central da luta das mulheres no próximo período. Esse tema, juntamente com a defesa dos direitos democráticos das mulheres (como a legalização do aborto, que é também uma questão de saúde pública) e a luta contra a “reforma” trabalhista, que vai aumentar a jornada de trabalho e o desemprego e reduzir os salários, tendo também como maiores vítimas, as mulheres, evidenciam os reais objetivos do golpe de Estado e precisam ser denunciados e tomados como eixos da luta contra o golpe que derrubou do governo a primeira mulher eleita presidenta da República na história do País, para colocar no seu lugar, um governo machista e reacionário que atua para eliminar direitos das mulheres e homens trabalhadores e impor um regime de ditadura contra o povo brasileiro e destruir a economia nacional em favor do imperialismo.

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