Nazistas da Ucrânia vieram recrutar “soldados” no Brasil

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Uma entrevista publicada pelo sítio Sputnik News no mês passado mostra que os fascistas ucranianos envolvidos no golpe de 2014 vieram recrutar soldados entre neonazistas brasileiros. O entrevistado é o delegado Paulo César Jardim, que atua no Rio Grande do Sul. No começo de dezembro, a polícia gaúcha prendeu neonazistas em várias cidades do estado com material de apologia ao nazismo e diversas armas, inclusive de fogo. As prisões aconteceram no âmbito da Operação Azov, que investigava o recrutamento de brasileiros para o Batalhão Azov, da Ucrânia. O recrutamento pela extrema-direita ucraniana teria sido confirmada por presos interrogados.

Esse fato mostra uma articulação entre a extrema-direita internacionalmente. A extrema-direita ucraniana participa de conflitos contra a população da província de Donbass, que se levantou contra o governo golpista que tomou o poder em 2014. Durante o golpe que derrubou Viktor Ianukovich, em fevereiro daquele ano, nazistas do país inteiro se juntaram na Praça Maidan, para engrossar os protestos e torná-los mais violentos.

Os nazistas ucranianos são herdeiros diretos dos colaboradores nazistas da época da Segunda Guerra Mundial, liderados por Stepan Bandera. Os EUA passaram a financiar grupos nazistas na Ucrânia logo depois da guerra, para atividades de sabotagem contra a URSS. Décadas depois, colocou-os em movimento em um momento oportuno, para derrubar um governo e colocar fantoches do imperialismo no poder.

Há quase três anos, os fascistas ucranianos combatem as milícias populares em Donbass. O recrutamento de brasileiros mostra o interesse do imperialismo, que financia o nazismo pelo mundo, em treinar a extrema-direita no País para combates militares. Isso faz parte da política de atacar a esquerda em geral, partidos, sindicatos e movimentos populares, para impor a política da direita golpista contra a população. O programa dos golpistas, de ataques à população com cortes de gastos públicos, salários, aposentadoria e direitos trabalhistas, pode levar ao confronto com trabalhadores e a população em geral. Diante dessa possibilidade, os setores que articularam o golpe de fora do País já preparam suas armas para atacar o povo com violência, em um momento em que o impulso ao crescimento da extrema-direita é evidente.

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