Palocci é acusado de crime que não é crime

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A imprensa noticiou nos últimos dias o conteúdo de um e-mail que ajudou a subsidiar o pedido de prisão do ex-ministro petista Antônio Palocci em setembro de 2016. Na necessidade de manter nos jornais a campanha contra petistas acusando-os de criminosos a República do Paraná vazou o e-mail “interceptado”, e a imprensa golpista requentou a notícia. O conteúdo do e-mail é mais uma típica acusação da Lava Jato, um crime que não é crime.

No e-mail de dezembro de 2010 encaminhado por Marcelo Odebrecht a diretores da empresa há trecho de texto que seria enviado a Palocci no qual Odebrecht expressava o interesse em ver o então secretário executivo da Controladoria-Geral da União (CGU) Luiz Navarro no primeiro governo de Dilma Rousseff. Esse e-mail é parte da acusação da Lava Jato contra Palocci. Ele é investigado por suas relações com a empreiteira e é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Odebrecht está preso desde junho de 2015 e foi condenado no âmbito da Operação.

Só mesmo na arbitrária Operação Lava Jato do juiz paranaense Sérgio Moro o conteúdo do e-mail poderia servir como base para a acusação e prisão de alguém. É simplesmente absurdo.

Como bem afirmou a defesa do ex-ministro Antônio Palocci ao jornal golpista O Estado de S. Paulo, não há irregularidades em fazer indicações. “Acaso ponderações sobre indicação de funcionários a promoções ou ascensão na carreira passaram a ser crime? Que democracia é esta em que membros de um governo estão condenados à mudez para não serem grampeados?”, disse o advogado José Roberto Batochio.

Esse é mais um episódio da perseguição contra petistas a partir da Lava Jato. Palocci e outros estão presos com base em acusações desse tipo o que faz da Lava Jato uma Operação ilegal, que prende sem provas, baseando-se apenas em convicções, como se vê no caso da perseguição e seguidas tentativas de prisão do ex-presidente Lula.

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