Greve dos transportes em Londres coloca em xeque governo conservador

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Uma paralização de 24 horas parou o metrô de Londres nesta segunda-feira , contra o fechamento de bilheterias, em um momento em que o desemprego cresce no Reino Unido. Trens e aviões também pararam, em uma greve liderada pelos sindicatos RMT e TSSA. A paralização do metrô na capital inglesa começou às 18h de domingo, durante a segunda-feira, a cidade passou por engarrafamentos, com o aumento de carros em circulação, e filas para pegar os ônibus.

Segundo o RMT, o recente fechamento de bilheterias causou a perda de 900 vagas de emprego. O sindicato denuncia em um informe que essa situação coloca a segurança dos trabalhadores em risco. O RMT também informou que a adesão à paralisação foi grande, com piquetes em grande parte das estações do metrô.O sindicato exige que o prefeito de Londres reabra postos de trabalho de modo que trabalhar no metrô seja mais seguro.

A greve no metrô continua uma onda de greves nos transportes na Inglaterra desde pouco antes do Natal, quando linhas aéreas e o trem que liga Londres ao sul da Inglaterra pararam suas atividades. Além da questão econômica imediata, há um atrito entre os sindicatos britânicos e o governo conservador de Theresa May, que sucedeu David Cameron como primeira-ministra. O fechamento dos postos de trabalho são consequência de um plano implementado ano passado pelo então prefeito de Londres, Boris Johnson. O conservador chamava seu plano de uma política de “modernização” do metrô.

Enquanto no resto da Europa a extrema-direita cresce, na Inglaterra começa a se esboçar uma reação da classe trabalhadora contra décadas de neoliberalismo, uma política que teve consequências desastrosas para a população, com a paulatina destruição dos serviços públicos e das condições de trabalho. A quantidade de greves nos transportes, enfrentando o governo, e anteriormente a eleição de Jeremy Corbyn como secretário-geral do Partido Trabalhista, mostram uma tendência de luta dos trabalhadores contra a continuação dessa política neoliberal.

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