EUA enviam centenas de tanques para “manter a paz” na Europa

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Nesta segunda-feira (9), um novo carregamento de tanques e armamentos norte-americanos chegou ao porto de Bremerhaven, na Alemanha. Centenas de moradores da cidade protestaram contra a chegada do armamento. Os norte-americanos vão participar de um grande exercício militar na Polônia, que faz fronteira com o enclave russo de Kaliningrado, território entre a Polônia e a Lituânia na costa do Mar Báltico. Nos últimos dias, 4 mil soldados chegaram a esse mesmo porto, além de 2.800 equipamentos militares, entre tanques e peças de artilharia.

A operação marca nove meses de movimentações militares contínuas dos EUA na Europa. Segundo o tenente-general da Força Aérea dos EUA, Timothy M. Ray, “isso é um esforço metódico da parte dos aliados para ir lá e dizer a todos que possam ameaçar a paz e a segurança na Europa, nós não vamos deixar”. Mais uma vez, a retórica cínica do imperialismo, dizendo se defender enquanto envia armas para os lugares mais distantes.

No caso da Europa, os EUA buscam colocar mais pressão sobre os russos depois do fracasso do golpe militar na Turquia, para derrubar Recep Erdogan, e da intervenção na Síria para derrubar Bachar Al Assad. Diante desses fracassos em manobras para cercar mais a Rússia, depois do golpe incompleto na Ucrânia, em que a Crimeia foi anexada pelos russos e a província de Donbass se levantou contra os fascistas, o imperialismo intensificou sua atividade militar na Europa e aplicou duras sanções econômicas contra a Rússia. O principal pretexto é justamente a anexação da Crimeia, aprovada por mais de 95% da população local em um referendo popular.

Como na chamada “guerra fria”, um eufemismo para o assédio imperialista contra a URSS, os EUA estão elevando a tensão militar e a propaganda contra a Rússia, depois do fracasso de tentar impulsionar movimentos golpistas para derrubar o presidente Vladimir Putin. A acusação mais recente é a de que Putin teria influenciado nas eleições norte-americanas. As armas norte-americanas não devem voltar aos EUA depois dos exercícios, serão enviadas para os estados bálticos (Lituânia, Estônia e Letônia), Bulgária, Romênia e Alemanha.

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