3 acontecimentos que mudarão 2017

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2016 foi o ano que não saiu conforme os planos do imperialismo: o Brexit, no Reino Unido, a vitória de Donald Trump, o fracassado golpe na Turquia, entre outros acontecimentos.

O ano que chegou coloca ainda mais problemas para o aprofundamento da crise do imperialismo e o avanço do movimento operário.

Neste artigo, listaremos cenários possíveis que mudarão a situação política no mundo

1.Eleições na França: possível vitória da extrema-direita

Um fator que aprofundará ainda mais a crise imperialista são as eleições presidenciais na França neste ano.

Os partidos tradicionais do País – Partido Socialista e Republicano – passam por uma grande crise e já não conseguem dominar o regime político: o candidato à presidência dos republicanos, François Fillon, é um ultra neoliberal, antipopular; e o atual presidente, o Socialista François Hollande, sai do cargo extremamente enfraquecido depois de aplicar a Reforma Trabalhista que obrigou os trabalhadores a mobilizarem-se contra tal ataque.

Enquanto os partidos tradicionais se imergem em crises, o partido da extrema-direita, a Frente Nacional, se consolida como a maior força política da França e sua candidata à presidência, Marine Le Pen, é favorita nas próximas eleições.

A dirigente do partido de extrema-direita já afirmou que, caso saia vitoriosa, irá seguir o exemplo da Inglaterra e sair da União Europeia.

2.Eleições na Alemanha: ascensão da extrema-direita

Nas eleições regionais de Mecklemburgo-Pomerânica, área rural do leste alemã do ano passado, a extrema-direita, representada pela AfD (Alternativa para a Alemanha), obteve um resultado expressivo, ficando à frente do Partido Democrata-Cristão, da chanceler Angela Merkel, com 21% dos votos a 19,3%. Finalmente, a eleição foi vencida pelo Partido Social-Democrata, mas os resultados são preocupantes e, assim como na França, EUA e Áustria, sinalizam o colapso dos regimes políticos dos países imperialistas.

A extrema-direita tem ganhado espaço na Alemanha a partir de propagandas demagógicas contra os imigrantes e a perda de popularidade de Merkel, também por causa da propaganda direitista contra a imigração. Além disso, um setor da burguesia já decidiu por este partido para impor seu programa áustero contra a classe trabalhadora alemã pela força.

Neste ano, a Alemanha passará por duas eleições, presidencial em janeiro e federal no segundo semestre. A AfD, nas presidenciais tem pouca chance de se eleger, mas sua votação deverá servir para ter uma noção do avanço da extrema-direita na Alemanha nas eleições do segundo semestre.

3.Posse de Trump

A vitória de Trump nas eleições presidenciais do ano passado, contrariando o principal setor do imperialismo, o capital financeiro, que teve como seu representante a democrata Hillary Clinton, também é um claro sinal da bancarrota do imperialismo.

2017, será o primeiro ano de governo de Donald Trump e é de se esperar uma contradição entre os setores da burguesia que representam Trump, que são setores economicamente secundários nos EUA, e o imperialismo.

O imperialismo deve buscar um programa em comum com Trump. No entanto, a gravidade da crise econômica não permite que o imperialismo opte por uma política conciliadora. Ao longo do ano, teremos uma noção do aprofundamento da crise imperialista mundial.

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