Novo massacre deixa 33 mortos em Roraima

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Após o massacre ocorrido no complexo penitenciário de Compaj em Manaus na última segunda-feira, que deixou 56 pessoas mortas, uma nova rebelião, desta vez em Roraima, levou à morte de 33 presos.

A rebelião teve início na madrugada, por volta das 2h30 na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo na região rural de Boa Vista. A imprensa atribui as mortes  a uma retaliação do Primeiro Comando da Capital (PCC) à chacina ocorrida em Manaus organizada pela facção Família do Norte contra membros do PCC.

No entanto, apesar da tentativa da imprensa de caracterizar mais esse massacre como sendo motivado por uma disputa entre grupos rivais, a realidade do presídio de Roraima segue a regra da penitenciária de Manaus e da maior parte dos presídios brasileiros.

Com capacidade máxima para 750 detentos, a Penitenciária de Monte Cristo abrigava 1.475 presos, ou seja, quase o dobro da sua disponibilidade.

Do total dos presos, a maior parte, 898, são presos provisórios, ainda aguarda julgamento pela justiça.

Tanto a rebelião de Manaus como a de Roraima revelam a situação explosiva das penitenciárias brasileiras. Devido à superlotação e às péssimas condições, os presídios são verdadeiros campos de concentração e massacre da população mais pobre e negra.

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