Estadão coloca vida do juiz Valois em risco de propósito: a serviço de quem?

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No dia 2 de janeiro, o jornal O Estado de S. Paulo publicou matéria de Fausto Macedo, que relaciona a participação do juiz Luís Carlos Valois na negociação para liberação de reféns da rebelião em penitenciária de Manaus com uma falaciosa denúncia de que ele estaria vinculado a uma das facções rivais dos presídios no estado do Amazonas.

Valois é juiz da Vara de Execuções Penais e embora esteja em recesso se dispôs a participar da negociação após ser chamado diretamente pelo Secretário de Segurança do Amazonas e pelo secretário de administração penitenciária. Na negociação ele conseguiu  a liberação de todos os 10 reféns (funcionários) salvando suas vidas. Mas nada disso importa aos golpistas, ao jornaleco, à direita.

A pergunta que fica é: a propósito de quê?

Valois procura garantir a aplicação do direito penal com respeito aos direitos dos presos. Por isso é conhecido como um juiz progressista, ou garantista. Por isso é inimigo dos fascistas que buscam punição, aumento das penas, encarceramento e tratamento desumano aos que estão presos etc.

O jornal O Estado de S. Paulo é um conhecido porta-voz da burguesia, da direita pró-imperialista no país. Jornal que apoiou a ditadura militar, o governo neoliberal de FHC e se posiciona abertamente contra o que é progressista, que procura romper com o padrão conservador da sociedade, das instituições, incluindo o judiciário. O Estadão faz isso mesmo que esteja colocando vidas em risco. Está sendo assim no caso da rebelião em Manaus e do juiz Luís Carlos Valois.

Com a famigerada acusação, Valois passou a ter sua vida ameaçada. Ele deu uma entrevista ao Estadão, “mas foi indiferente para eles”, “agora recebo ameaças de morte da suposta outra facção, por causa da matéria covardemente escrita, sem sequer citar o que falei. Covardes. Estadão covarde, para quem não basta ‘bandido morto’, juiz morto também é indiferente'”, diz o juiz em um relato pessoal publicado nas redes sociais.

A matéria de Fausto Macedo serve apenas à direita, que não apenas não se importa com as vidas dos presos, como está disposta a colocar outras vidas em risco para promover sua ideologia, sua visão de mundo. Para promover a ideia de que “bandido bom é bandido morto” e qualquer um que questione essa premissa deve ter o mesmo destino.

Neste momento é importante oferecer todo apoio e solidariedade a Valois, bem como denunciar amplamente todos que são coniventes ou que de alguma maneira promove, estimula a perseguição de que pensa e age diferente,

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