33º Congresso da CNTE: Aprovar os comitês de luta contra o golpe nas escolas

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Acontecerá entre os dias 12 e 15 desse mês o 33º Congresso Nacional da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação) que contará com cerca de 2,5 mil delegados representado educadores do ensino básico de todo o país.

O evento contará com diversas atividades políticas contra os ataques do MEC golpista e contra o golpe de Estado como o ato de abertura com a presença do ex-presidente Lula no dia 12/1 (quinta-feira), no momento em que este é alvo de uma intensa operação de perseguição por parte da direita que quer a sua prisão, e na sexta, dia 13, um Ato Político contra o golpe de Estado.

O Congresso ocorrerá em meio a uma nova ofensiva golpista que depois de congelar o orçamento do Estado por 20 anos, por meio da aprovação da PEC 55, pretende aprovar a reforma trabalhista e a reforma da Previdência.

Por um lado a reforma trabalhista visa acabar com a CLT privilegiando o chamado “negociado pelo legislado” pelo qual os patrões usarão o alto índice de desemprego como ameaça para justificar o rebaixamento das condições de emprego e salário. Por outro, a reforma da Previdência representa a sanha dos golpistas em acabar com as parcas ilusões do trabalhador em se dedicar a algo que não seja ao auto sacrifício para manutenção dos caprichos dos capitalistas.

Essa nova ofensiva pretende aprofundar os ataques golpistas aos trabalhadores, o que  reforça a importância do Congresso da CNTE, maior Confederação de Trabalhadores da América Latina, que deve organizar os profissionais da educação a se levantar nacionalmente contra o golpe e seus ataques e chamar os trabalhadores das demais categorias a fazerem o mesmo, de forma unificada contra o golpe de Estado.

Os trabalhadores da educação já perceberam que as lutas parciais contra as medidas do Golpe não levaram a lugar nenhum. A única forma de retroceder os ataques já proferidos contra os trabalhadores, assim como impedir novos ataques como as reformas em discussão  é a luta unificada e organizada nacionalmente contra o golpe de Estado.

Para isso é preciso aprovar no Congresso, uma ampla mobilização nas escolas e bairros, em torno da reivindicação da Anulação do Impeachment, contra a prisão de Lula e pela revogação de todas as medidas do governo golpista contra o povo brasileiro.

O golpe não está consolidado, nos planos do imperialismo golpista está também a derrubada do PMDB do governo, muito provável eleições indiretas e quiçá eleições diretas totalmente controladas para dar uma aparência de legitimidade ao golpe e efetivar os ataques à população aprovados pelo executivo, legislativo e judiciário golpista.

Lutar contra o golpe de Estado significa lutar pela Educação, pelo ensino público e gratuito para todos e na defesa das reivindicações dos trabalhadores do setor. Nesse sentido, é necessário debater nesse importante Congresso a formação de milhares de Comitês Contra o Golpe a partir das escolas, unificando educadores, estudantes e  toda a comunidade escolar, que sejam ferramentas de organização e mobilização por uma uma Greve Geral da Educação em conjunto com os demais trabalhadores e estudantes para barrar o Golpe Estado!

Os professores da Corrente Sindical Nacional Causa Operária (PCO e simpatizantes) apresentou contribuição ao Congresso, assinada por mais de 250 educadores, intitulada Educadores em Luta contra o golpe e vai realizar um Seminário Nacional – paralelo ao Congresso, na sede da CUT-DF, nos dias 14 e 15, aberto a todos os interessados, com o tema “A Educação e a luta contra o golpe”. As inscrições para o evento já estão abertas e as são vagas limitadas.

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