Estudantes dos colégios militares denunciam abusos e autoritarismo nas redes sociais

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O estudantes dos colégios militares do País passaram a denunciar nas redes sociais nas últimas semanas casos de abusos, preconceitos e autoritarismo que sofrem no interior dessas escolas. A página intitulada, “No meu colégio militar” já teve mais de 5 mil curtidas no facebook.

Dentre os relatos estão casos de racismo, homofobia e intolerância religiosa. Um aluno conta que foi chamado de incompetente por uma professora. De acordo com a denúncia, a professora teria dito que o estudante “não prestava nem para se matar”.

As alunas dos colégios também relatam que sofrem pressão por conta das vestimentas. As estudantes denunciam que são pressionadas para não usarem calças apertadas demais para não chamarem atenção dos superiores.

Os estudantes também denunciaram casos de intolerância religiosa. Segundo os depoimentos, os jovens que não querem acompanhar os cultos e reuniões religiosas, são obrigados a marcharem debaixo de sol quente por várias horas.

Sobre os casos de racismo, os estudantes negros contam que sofrem preconceito por conta do corte de cabelo e o modo de se vestir.

Espalhados por vários estados no País, os colégios militares consistem em uma verdadeira ditadura contra os estudantes como se pode verificar nos relatos postados nas redes sociais. Dentro dessas instituições predomina o autoritarismo contra todas as liberdades dos jovens, como a liberdade de expressão e a liberdade religiosa.

Por meio do assédio e da coação, os estudantes são obrigados a cumprirem as normas impostas pelos oficiais militares.

A militarização do ensino também é uma forma de impedir a mobilização dos alunos, impondo um regime ditatorial nas escolas.

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