FHC?

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Em vários meios estão sendo cogitadas e até mesmo planejadas mudanças no governo federal no próximo ano. Agora é Michel Temer (PMDB) quem está ameaçado de sair da presidência da República.

Não adiantou tirar Dilma Rousseff (PT). Temer é considerado fraco demais para levar adiante o programa neoliberal do imperialismo no País; e já existe todo um movimento contra ele. Daí que seja necessário substituí-lo.

Um nome que está sendo considerado para entrar no lugar de Temer é o de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ex-presidente que comandou o desmonte do Estado brasileiro durante a década de 1990.

Ele chegaria à presidência escolhido pelo Congresso em eleições indiretas. Michel Temer teria o mandato cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) comandado pelo direitista Gilmar Mendes; ou pode ser utilizada qualquer outra medida que possibilite retirá-lo.

O que pretendem realizar no Brasil no próximo período é algo ainda maior do que foi feito por Collor, Itamar Franco e FHC nos anos 90. O que pretendem é uma política de terra arrasada. Esse é o sentido do golpe.

O PSDB é um partido mais confiável para a burguesia imperialista. FHC tem íntimas relacções internacionais e José Serra (o chanceler do governo Temer), por exemplo, já foi denunciado como o homem que atua em favor de empresas estrangeiras de petróleo, como a Chevron.

Nesse processo de mudança o Congresso será mais uma vez usado e o judiciário, dominado pelos golpistas, terá papel primordial. As possibilidades ficam abertas para um mandato até 2018 ou um mandato estendido por causa da crise política e econômica.

Para os elementos da esquerda pequeno-burguesa que pede o “Fora, Temer!”, abandonando a luta contra o golpe, o presente para 2017 pode ser um governo ainda mais direitista dos tucanos.

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