O Jovem Marx – O tributo do cinema

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Segundo filme do cineasta haitiano, Raoul Peck, sobre Marx, será lançado em 2017 no Brasil.

Raoul Peck nasceu em Porto Príncipe, no Haiti. Viveu parte da vida no Congo Kinshasa, onde se refugiava da ditadura dos Duvaliers. Vivia no Congo quando os Estados Unidos e a Bélgica patrocinaram o golpe de Estado que derrubou o presidente socialista Patrick Lumumba, o libertador da nação. A ele, Peck dedicou dois filmes: Lumumba, a morte de um profeta (1992) e Lumumba (2000).

As obras mais conhecidas do cineasta são (além das dedicadas a Lumumba): L’Homme sur le quais (O homem no cais, 1993); Haiti – Le Silence des chiens (Haiti – O silêncio dos cães, 1987-88), Sometimes in April (Em abril, 2005), I am your Negro (Sou teu negro, 2016), etc.

O jovem Marx é o segundo filme que Peck dedica ao revolucionário, fundador do socialismo científico. O termo “jovem Marx” refere-se, tanto na literatura como no filme, ao primeiro período da vida de Karl Marx, que vai até à publicação, em 1848, do Manifesto do Partido Comunista. O filme mostrará a relação de Marx com diversos intelectuais da época, como o pintor Gustave Coubert, os anarquistas Bakúnin e Proudhon; retratará também os anos de privação no exílio e o encontro com Engels, com quem Marx escreverá o Manifesto durante o exílio na Bélgica. O filme se concentra no período que vai de 1843 até 1848.

O roteiro é assinado pelo próprio diretor e por Pascal Bonitzer, ator, diretor e roteirista de mais de 50 filmes, o qual assina também o roteiro de Lumumba.

O filme deve ser lançado no Brasil em 2017.

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