Estadão e o “excesso” de ações trabalhistas: querem exploração sem barreiras

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A imprensa golpista faz grande campanha contra a legislação trabalhista. Diante da notícia de que em 2016 mais de 3 milhões de ações trabalhistas foram protocoladas na justiça, os golpista, distorcendo o fato, fazem campanha contra o direito dos trabalhadores de recorrerem à justiça contra os crimes e a exploração a que são submetidos pelos capitalistas. O que a imprensa quer é a extinção dos direitos trabalhistas.

A burguesia nunca respeitou completamente a legislação trabalhista e sempre foi contrária a que os trabalhadores tivessem direitos garantidos, o que inviabiliza, do ponto de vista da burguesia, uma taxa de lucro ainda maior. Agora que a burguesia sente-se fortalecida, quer extinguir estes direitos conquistados pelos próprios trabalhadores. E usa, entre outros argumentos vis, o argumento de “excesso” de ações judiciais.

Porém, incrivelmente, para os golpistas este fato não demonstra que as condições de trabalho no Brasil são péssimas e que a burguesia não cumpre nem mesmo a legislação trabalhista em vigor, o que é a conclusão lógica a se tirar. O que haveria é um “excesso” por parte dos trabalhadores, que querem tirar vantagens dos “honestos” empresários e um senso “anti-capitalista” no judiciário trabalhista, que dá ganho a todas as ações dos trabalhadores, mesmo sendo essas um excesso, como expressou o jornal golpista O Estado de S. Paulo.

E mais, esta sanha dos trabalhadores é alimentada por escritórios inescrupulosos de advocacia que querem lucrar às custas do patronato brasileiro. O argumento é cômico, porém, extremamento nocivo. Sob esse argumento, a burguesia faz enorme campanha para defender as “reformas” trabalhistas do governo golpista que visam extinguir na prática a legislação trabalhista, ou seja, os direitos assegurados dos trabalhadores, que segundo a “reforma” não valem nada.

O ataque do jornal golpista demonstra que a burguesia quer mesmo liquidar as leis trabalhistas para aumentar exponencialmente a já absurda exploração da classe operária e de todos os trabalhadores do País. Querem submeter a classe operária a um regime de exploração sem barreiras, onde a parte mais vulnerável, o trabalhador, não tenha a onde e nem como recorrer.

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