Reitor golpista prepara a destruição do Sindicato dos Trabalhadores da USP

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Como tentativa de desalojar o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) iniciou na tarde dessa última quarta-feira (21) instalações de grades e tapumes no entorno da praça que se encontra a sede do sindicato e do Centro Acadêmico Lupe Cotrim. Há anos o reitor Marco Antonio Zago mantém essa ofensiva contra o sindicato e a comunidade universitária.

Como um covarde, o ataque foi estratégicamente planejado para ser realizado justamente no momento em que a universidade se encontra praticamente vazia, a poucos dias do Natal e da virada do ano. Ainda, como demonstração de sua truculência, o despejo do sindicato nem chegou a ser aprovado em instância nenhuma da administração acadêmica.

Uma manifestação em apoio ao sindicato foi convocada pelo Diretório Central dos Estudantes na frente da sede nessa última semana, no entanto, Zago não se intimidou.

Juntamente a isso, diversos estudantes de outros centros acadêmicos, como da Física, Enfermagem, Arquitetura e Urbanismo, também denunciam Zago e a reitoria por perseguição. Querem destruir a independência estudantil em gerir seus próprios órgãos, com processos contra seus diretores, como retirar o dinheiro de aluguéis de seus espações físicos, como cantinas, papelarias etc.

É um ataque generalizado a todas as organizações não controladas pela reitoria que atuam dentro da Universidade. Adicionando outro fator a essa ofensiva, o anúncio frequente de mais cortes, mais demissões, mais paralisações de obras e investimentos, vendas de estruturas da universidade, entre outros, demonstram para que veio Zago: privatizar a USP.

A USP há muitos anos é governada pela direita golpista, a mesma que derrubou o governo petista de Dilma Rousseff. A cada governo do PSDB, os tucanos trataram de cada vez mais destruir a educação pública, principalmente as universidades estaduais, as melhores do País.

O plano de austeridade adotado por Zago é o mesmo programa da direita nacional e do imperialismo, que agora controla o Brasil, deixando assim o caminho livre para toda a ofensiva contra a educação pública e gratuita.

É preciso reagir a essa agressão da reitoria! O movimento estudantil, todos os três setores da USP, devem se mobilizar contra o golpe. Em primeiro lugar derrotar a direita golpista que é quem pretende destruir a educação e é o setor ao qual Zago pertence. Em segundo lugar, para modificar a estrutura acadêmica, principalmente sobre a questão de quem a dirige.

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