MEC golpista congela vagas em Universidades Federais

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Na última quinta-feira dia 8/12/2016, o Ministério da Educação (MEC) resolveu congelar nos próximos dois anos a ampliação de vagas no ensino superior em universidades federais. Mais um ataque brutal à educação superior que já é bem precária no País. O congelamento também deixa o País muito mais distante da meta do Plano Nacional de Educação que tinha como objetivo ampliar a taxa de matrícula na educação para 50% da população entre 18 a 24 anos. A redução surge em um momento que as instituições já sofrem para pagar contas, com o orçamento comprometido e alvos de diversos cortes ainda em 2016

No momento, as instituições federais são responsáveis por mais de 60% das matrículas de aluno de graduação na rede pública. Um dos casos é o da Universidade do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Minas, que participou da expansão, com a criação em 2013 de dois novos campi nas cidades de Unaí e Janaúba, sem prédio próprio e contratação insuficiente de docentes vai ter que congelar suas matrículas. Os casos se espalham por diversos campi no estado de Minas Gerais, Bahia e São Paulo.

Ao invés do MEC resolver os problemas com a ampliação de verbas para esses novos campi, ao contrário vai congelar as vagas nessas novas instituições. Essa medida terá forte impacto na oferta de vagas, e certamente afetará principalmente os estudantes que mais dependem de programas de assistência estudantil, subsídio alimentar e bolsas.

Os cortes se tornam emblemáticos quando consideramos o crescimento do acesso aos alunos pretos, pobres e pardos pelo sistema de cotas. A redução orçamentária significa também redução no acesso aos alunos que não teriam condições de permanência com o fim dos programas de assistência estudantil.

Diante da expansão e ampliação das instituições federais nos últimos dez anos a ofensiva do MEC é a síntese dos planos golpistas para o país: desfazer, reduzir, acabar, tirar direitos etc. Mesmo assim, em seu cinismo ainda são capazes de declarar “compromisso com o ensino superior do País”.

O compromisso dos golpistas é privatizar o ensino superior e todo o ensino público do País, por isso os cortes no orçamento dos serviços públicos.

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