A “voz das ruas” é na verdade as ordens da direita pró-imperialista

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As manifestações de direita, ocorridas no último domingo (4), trouxeram novamente no discurso da imprensa e dos políticos da direita a invocação da “voz das ruas”. O discurso supostamente democrático e voltado para as reivindicações populares, na verdade só serve para as manifestações que não têm nada de popular ou democráticas, as manifestações coxinhas, convocadas abertamente pela imprensa burguesa e por organizações financiadas por partidos de direita e diretamente pelo imperialismo, como o Movimento Brasil Livre.

Não foi preciso as manifestações ocorrerem para que o presidente Michel Temer fizesse uma entrevista coletiva, no último dia 27, dizendo que “é preciso atender a voz das ruas”, afirmando que o projeto que ficou sendo chamado de anistia do caixa 2 não seria mais votado.

Não por acaso, o mesmo presidente que disse ser necessário ouvir a “voz das ruas” mandou reprimir violentamente a manifestação que ocorreu dois dias depois de sua entrevista. A diferença é que essa manifestação não era composta por coxinhas, contra a corrupção, mas foi convocada pela CUT, a Frente Brasil Popular e sindicatos, contra a Proposta de Emenda Constitucional que estabelece um teto para os gastos públicos.

A invocação da “voz das ruas” acontece mesmo com a manifestação de domingo ter sido muito menor que as manifestações anteriores da direita e sem haver uma reivindicação clara. Isto acontece, pois não defendem nenhuma “voz das ruas”, mas as reivindicações de grupos organizados e pagos pelo próprios partidos da direita.

A farsa disto já havia ficado clara quando, no começo do ano, as manifestações a favor do impeachment de Dilma eram defendidas como a voz que deveria ser ouvida e defendida. Enquanto isso, as manifestações de esquerda contra o golpe, que tinha número igual ou superior de pessoas, eram diminuídas na cobertura da imprensa golpista, desqualificadas e desconsideradas.

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