Campanha contra Assad: Conselho de Segurança discute situação de Alepo

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Há cinco anos a Síria passa por uma guerra civil, com saldo de milhões de refugiados e centenas de milhares de mortos. É mais um país destruído pela intervenção imperialista na região, ao lado do Iraque, Afeganistão e Líbia. Agora, com ajuda da Rússia, o regime do presidente Bachar Al Assad está avançando na cidade de Alepo, onde a guerra ficou em um interminável impasse. O objetivo do imperialismo na guerra é justamente derrubar Assad, como fizeram contra Muamar Khadafi na Líbia e Sadam Hussein no Iraque.

Assad, no entanto, não caiu, e agora começa a tomar Alepo, o que mudaria totalmente o curso da guerra definitivamente em seu favor, com a tomada da cidade que era o centro econômico da Síria antes de a guerra começar. Com o avanço do exército sírio, apoiado pelos russos, a França e o Reino Unido chamaram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para esta quarta-feira (30).

A Rússia denunciou essa reunião como propaganda contra o regime sírio. O objetivo da reunião seria discutir a violência em Alepo. A verdadeira intenção, no entanto, é condenar os ataques do exército sírio e calar sobre os ataques dos rebeldes que são apoiados pelo imperialismo. Depois de a guerra provocar 5 milhões de refugiados, a ONU está preocupada com o deslocamento de pessoas nos últimos dias causado pelo avanço do exército sírio.

A derrota do imperialismo em seu esforço para derrubar o governo sírio terá desdobramentos em todo o Oriente Médio. O domínio do imperialismo está em crise na região e é contestado pelo Irã e por governos aliados ao Irã, como o governo de Al Assad. A invasão do Iraque em 2003 foi uma tentativa de impor esse controle à força, mas acabou em um fiasco militar e em um desastre econômico diretamente relacionado ao colapso de 2008. Em 2007, o governo norte-americano viu-se obrigado a fazer um acordo com o próprio Irã para evitar um desastre ainda maior no Iraque.

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