Perseguição aos estudantes na PUC Campinas

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A repressão aos movimentos sociais continua em andamento com o golpe de Estado. Estudantes da PUC – Campinas sofrem processos, impetrados pela universidade, que persegue suas atividades políticas.

São quatro estudantes vinculados ao Centro Acadêmico de Artes Visuais e um ao movimento negro. Os estudantes foram intimados na última sexta-feira, em sala de aula, e informados que cada tentativa de ocupação acarretará uma multa de R$ 1 mil reais para cada pessoa que estiver no movimento.

A PUC – Campinas, para justificar essa perseguição policialesca ao movimento estudantil, afirma que se trata de prevenir a um risco de iminente turbação ou esbulho. Em tempos de golpe, tudo é desculpa para a repressão dos movimentos sociais e esse tipo de argumentação não pode ser levada a sério pela esquerda e duramente combatida.

Essa medida foi em resposta a uma organização política do Centro Acadêmico em ocupar a universidade. A ação seria uma maneira de protestar contra a PEC 241 e a Reforma do Ensino Médio. Diante desses fatos, se nota a disposição das forças reacionárias da sociedade em investigar e atuar nos movimentos políticos de modo a perseguir e incriminá-los.

Por essas e outras que a luta política, nas condições brasileiras atuais, deve ser contra o golpe e não se perder nas lutas pontuais contra as PECs. A perseguição contra os negros e o movimento estudantil deve ser duramente condenada pela esquerda. A luta adequada às pautas progressistas da esquerda é pela imediata anulação do impeachment. Todo repúdio à repressão na PUC – Campinas.

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