Quais são os “segredos mais profundos” dos EUA?

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Uma reportagem do Washington Post, “Segredos nucleares na mão do aprendiz”, reproduzida no Estado de S. Paulo desta quinta-feira (17), conta que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, está sendo informado sobre os “segredos” norte-americanos. O procedimento é sempre repetido durante a transição de governo. Nas palavras do atual presidente em final de mandato, Barack Obama, esses são os “segredos mais profundos dos EUA”.

Entre os segredos que Trump receberá, estão informes sobre os códigos secretos para ordenar ataques nucleares, e informes sobre operações da CIA no exterior. Segundo a reportagem: “Há atualmente uma dezena dessas “ordens de ação”, assinadas pelo presidente. Algumas compreendem licença para operações de contraterrorismo em dezenas de países. Outras são de alcance mais limitado, como apoio a ações clandestinas num determinado país para deter um genocídio ou fazer pagamentos a opositores políticos ou rebeldes.”

Ou seja, trata-se das operações dos EUA planejadas para derrubar governos em países atrasados, a serviço do imperialismo. Operações relativamente independentes dos governos que passam pelo Estado imperialista. Ou, como disse Obama em Berlim na quarta-feira (16), em visita oficial, “a democracia dos EUA é maior do que qualquer pessoa”, querendo dizer que Trump terá um poder limitado para alterar a política do imperialismo, caso queira fazer isso.

Notícias como essa mostram como a política golpista do imperialismo em todo o mundo é uma política do Estado imperialista, independente de qualquer controle popular via eleições. Um Estado que, com a desculpa de uma suposta defesa nacional, esconde de sua população sua intervenção fora do país, e também dentro do país, contra a própria população, submetida a um Estado policial com o pretexto de combate ao terrorismo. Um estado a serviço dos grandes monopólios econômicos e com uma democracia de fachada cada vez mais exposta em um regime político em crise.

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