Obama na Europa: aproveitando enquanto há tempo

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Nesta quarta-feira (16), o presidente dos EUA, Barack Obama, chegou a Berlim, continuando sua visita à Europa. Esta será a última visita oficial de Obama, em final de mandato, antes de entregar o cargo para Donald Trump, no dia 20 de janeiro. Trump, do Partido Republicano, adversário do Partido Democrático, de Obama, prometeu grandes mudanças na política externa dos EUA durante sua campanha eleitoral.

Entre outras coisas, Trump afirmou que faria os aliados dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) pagarem mais pela “proteção” dos EUA, e que se aproximaria dos russos, agindo com os russos no conflito da Síria e suspendendo as sanções econômicas contra a Rússia motivadas pela anexação da Crimeia pela Federação Russa e pelo levante de Donbass.

Diante dessas possíveis mudanças na política dos EUA, há uma grande pressão para que Trump modifique o mínimo possível a política externa norte-americana. A política do imperialismo em crise era representada nas eleições dos EUA por Hillary Clinton, que perdeu para Trump.

Em sua visita oficial à Europa, o atual presidente aproveita o tempo que resta de seu mandato para tentar colocar mais pressão contra as mudanças de política que Trump pretende implantar. Obama procurou tranquilizar os aliados da OTAN, fazendo afirmações como “a democracia dos EUA é maior que qualquer pessoa”, dando a entender que as instituições do regime vão garantir que o presidente eleito não tenha uma política própria. Em relação à Rússia, Obama discutirá a extensão das sanções econômicas, logo antes de Trump entrar no cargo, como uma forma de prolongar as sanções ao máximo, caso elas venham a ser abandonadas.

Trump terá que governar contra uma ala mais poderosa dentro do regime, e já na composição de seu futuro gabinete tem tentado chegar a um meio-termo, com nomes da extrema-direita, de fora do regime, e com figuras de seu partido mais ligadas ao regime.

 

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